Como tratar 6 doenças de pele de fundo emocional

Um dos órgãos mais vulneráveis às emoções, a pele sinaliza quando elas fogem ao controle. É preciso equilibrar o que está nos bastidores dessa trama. Veja as causas e soluções para algumas que podem aparecer.

Vitiligo

Distúrbio em que ocorre perda de melanócitos, células que produzem a melanina, pigmento que dá cor à pele. Surgem manchas lisas e esbranquiçadas.

Causa
Predisposição genética. O próprio sistema de defesa entra em curto e produz anticorpos que destroem essas células.

Emoções
Fatores como a tristeza por perdas (morte ou separação) podem desencadear ou piorar as manifestações da doença.

Tratamento
Para estimular a pigmentação, laser e cremes (sensíveis à luz, com ação oposta à do protetor solar) combinados à radiação ultravioleta, corticoides e transplante de pele.

 

Acne

Doença inflamatória em que as glândulas sebáceas produzem muito óleo, a ponto de fechar os poros, facilitando o ataque de bactérias. Comparada à acne típica da adolescência, a da mulher adulta provoca espinhas mais inflamadas, doloridas e profundas, sobretudo no queixo, na região da mandíbula e no pescoço.

Causas
Hereditariedade, mudança hormonal, calor, cosmético oleoso. Comum entre nós, a acne afeta 56,4% da população.

Emoções
“O stress promove uma descarga de cortisol, que estimula a síntese do hormônio masculino e faz a glândula sebácea trabalhar mais”, diz a dermatologista Denise Steiner.

Tratamento
Conforme o grau, inclui esfoliante, antibiótico, isotretinoína, anticoncepcional, luz pulsada, luz azul e laser fracionado.

Alopecia areata

Desordem que produz queda de cabelo súbita, deixando falhas em áreas arredondadas do couro cabeludo.

Causa
Tendência hereditária. É mais comum entre os 20 e os 50 anos, sendo que 70% dos doentes têm o primeiro episódio antes dos 25. Pode ser passageira ou persistente.

Emoções
Um trauma pode dar início à produção de anticorpos contra o folículo piloso. O stress também é desencadeador.

Tratamento
Corticoides no local das falhas, além de xampus, loções, minoxidil tópico ou oral, luz infravermelha ou ultravioleta e, em casos mais resistentes, transplante capilar.

 

Psoríase

Inflamação crônica caracterizada por lesões avermelhadas recobertas por escamas esbranquiçadas. Aparecem nos cotovelos, joelhos, no couro cabeludo e nas unhas ou espalhadas pelo corpo. Às vezes ataca as articulações. Dos cerca de 5 milhões de brasileiros atingidos pela psoríase, um quarto enfrenta estágios de moderado a grave, com impacto na qualidade de vida. Segundo o dermatologista Alan Menter, essas pessoas sentem-se discriminadas ou rejeitadas pela aparência.

Causas
A genética tem papel importante. Irritações na pele e a baixa umidade do ar podem ocasionar e complicar as crises, que se instalam quando o ritmo de renovação da pele se acelera devido a alterações nas defesas locais.
Emoções
Pessoas tensas e perfeccionistas são mais sujeitas a desenvolver a doença, desencadeada muitas vezes pelo stress.
Tratamento
Evoluiu com o surgimento de agentes biológicos, que controlam a resposta imunológica. Eles são indicados em casos graves ou quando os remédios convencionais (metotrexato e ciclosporina) não surtem os efeitos esperados. O mais novo, o ustekinumab, administrado a cada 12 dias por via injetável, pode ser utilizado por longos períodos porque provoca menos náuseas e danos ao fígado. Em casos mais leves, a simples exposição à luz s olar diminui o ritmo de renovação das células da pele.

Dermatite atópica

Erupções e crostas na face, no couro cabeludo, nas mãos, nos pés, nos braços e nas pernas provocadas por in flamação crônica. A coceira é tão intensa que há risco de a pessoa se ferir e infectar as lesões. Mais comum em portadores de asma e de rinite alérgica.

Causa
Todos os estudos apontam para a genética. Banho quente e atrito da toalha podem ressecar a pele e provocar lesões.

Emoções
O stress agrava o problema: surgem novas feridas e mais coceira. A dermatite atinge mais de 3,5 milhões de brasileiros.

Tratamento
Cremes ou pomadas à base de cor ticoides; anti-histamínico oral contra coceira; antibióticos orais se houver infecção; exposição à luz ultravioleta combinada com doses orais de psoraleno; imunomoduladores de uso local.

 

Dermatite seborreica

Inflamação da pele que produz vermelhidão, coceira e descamação nas áreas de maior concentração de glândulas sebáceas no corpo: em torno do nariz, nas sobrancelhas, atrás da orelha, na face e no peito. No couro cabeludo, pode acarretar a incômoda caspa.

Causas
“Não esclarecidas”, diz a dermatologista Jozian Quental, autora de Sua Pele em Boa Forma (ed. Marco Zero). Além de maior produção de óleo, suspeita-se do fungo Pityrosporum ovale. Clima seco e alterações hormonais pioram os surtos.

Emoções
Stress elevado deflagra os episódios. Essa dermatite atinge 18% da população mundial, a maioria entre 18 e 45 anos.

Tratamento
Xampus à base de enxofre, piritionato de zinco e cetoconazol, loções capilares com ácido salicílico, resorcina, ureia e cetoconazol, com ou sem hidrocortisona, além de prescrição de anti-inflamatórios e antifúngicos via oral.

A receita da longevidade: sete atitudes para viver mais e melhor

Comer peixe e nozes, beber café e se casar são alguma das medidas que, comprovadamente, aumentam a expectativa de vida

Longevidade: Estudos recentes dão pistas sobre hábitos que acrescentam anos à expectativa de vida de uma pessoa

Adotar um estilo de vida saudável ajuda a ter uma vida mais longa e melhor. Alguns aliados da longevidade são a prática regular de atividade física e a alimentação equilibrada, assim como a distância de comportamentos prejudiciais, a exemplo de tabagismo e alcoolismo. O site de VEJA selecionou sete medidas que, segundo estudos publicados recentemente, podem indicar o melhor caminho para uma vida longeva.

 

  • Case-se:

Casar-se, ou simplesmente ter um companheiro ao longo da vida, pode acrescentar anos à vida de uma pessoa. Um estudo feito na Universidade Duke, nos Estados Unidos, com 4 800 pessoas descobriu que adultos solteiros correm um maior risco de morte prematura e, portanto, são menos propensos a chegar à terceira idade do que aqueles que vivem com um companheiro. Na pesquisa, as pessoas que nunca haviam se casado tiveram mais do que o dobro do risco de morrer precocemente do que as que viviam com um parceiro. Essa chance foi 60% maior entre aquelas que já tinham sido casadas alguma vez na vida

 

  • Beba café, mas com moderação:

Ingerir três xícaras de café todos os dias é suficiente para prolongar a vida de pessoas com mais de 50 anos. Um estudo do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos descobriu que essa quantidade da bebida é capaz de reduzir em 10% o risco de mortalidade em um período de doze anos nesse público. Além disso, outras pesquisas já associaram o café à proteção contra doenças como câncer de pele ederrame. Isso não quer dizer, porém, que as pessoas devam exagerar no café: a mesma pesquisa americana encontrou uma relação entre o excesso de cafeína e um maior risco de câncer entre homens.

 

  • Saia do Sedentarismo:

Muitas pesquisas já comprovaram que exercitar-se é um dos caminhos para viver mais. Um estudo dinamarquês de 2012, por exemplo, concluiu que a corrida leve pode aumentar a longevidade em até seis anos. Já uma pesquisa americana publicada no mesmo ano mostrou que atividades físicas de lazer, como caminhar ou pedalar no parque, é capaz de acrescentar até 4,5 anos na expectativa de vida de alguém. Os prejuízos do sedentarismo, no entanto, não são evitados apenas com os exercícios, mas também com a redução do tempo em que uma passa sentada em frente à televisão ou ao computador. Um estudo feito na Austrália e publicado em 2012 provou que o sedentarismo não só provoca doenças, como encurta a vida. A pesquisa avaliou 200 000 pessoas acima de 45 anos e descobriu que as que permaneciam sentadas por mais tempo tinham duas vezes mais chance de morrer em um período de três anos do que aquelas que ficavam sentadas por menos tempo ao longo do dia.

 

  • Inclua peixe no cardápio:

Um estudo da Universidade Harvard descobriu que pessoas com mais de 65 anos que desejam ter uma vida mais longa podem começar por incluir peixe no cardápio com maior frequência. O alimento, especialmente tipos como a sardinha, o salmão e o atum, é rico ômega-3, nutriente que já foi associado a benefícios à saúde cardiovascular. A pesquisa americana acompanhou 2 700 pessoas com 65 anos ou mais ao longo de 12 anos e concluiu que aquelas que apresentavam os maiores níveis de ômega-3 no organismo viviam, em média, 2,2 anos a mais do que quem nunca consumia o nutriente. A recomendação dos pesquisadores é o consumo de no mínimo duas porções por semana de peixes ricos em ômega-3.

 

  • Mesmo na velhice, adote um estilo de vida saudável:

Muitas pessoas podem pensar que uma maior longevidade se conquista com hábitos saudáveis seguidos ao longo da vida toda, mas uma pesquisa feita na Suécia concluiu que adotar um estilo de vida saudável já na velhice também contribui nesse sentido. O estudo analisou, ao longo de 18 anos, a sobrevivência de 1 800 idosos com mais de 75 anos e descobriu que não fumar, não beber em excesso e praticar exercícios pode aumentar em até cinco anos a longevidade, mesmo entre aqueles que têm alguma doença crônica.

 

  • Consuma nozes todos os dias:

Pesquisadores da Universidade Harvard chegaram à conclusão de que pessoas que comem nozes, amêndoas, castanhas, avelãs e outras oleaginosas todos os dias desfrutam de uma melhor qualidade de vida e tendem a viver por mais tempo. Em um estudo publicado em 2013, eles acompanharam cerca de 120 000 indivíduos ao longo de trinta anos e descobriram que, durante esse tempo, o risco de morrer foi 20% menor entre quem comia mais oleaginosas do que aqueles que nunca as consumiam. As oleaginosas contêm gorduras saudáveis e são ricas em fibras e proteínas, o que retarda a absorção do alimento e diminui o apetite. Por isso, seu consumo está associado a uma melhor alimentação e controle do peso, fatores benéficos à saúde em geral.

 

  • Coma mais vegetais e menos carne vermelha:

Um dos segredos da longevidade pode estar em seguir uma conhecida recomendação dos médicos: comer pelo menos cinco porções de frutas e vegetais todos os dias. Um estudo sueco publicado em 2013 acompanhou mais de 70 000 adultos durante 13 anos e descobriu que quem segue essa recomendação vive, em média, três anos a mais do que quem nunca consome frutas e vegetais. Além disso, segundo uma pesquisa da universidade americana Loma Linda, o risco de morte dentro de um período de seis anos chega a ser 12% menor entre vegetarianos em comparação com quem come carne. O consumo de carne vermelha por si só já foi associado a uma chance até 20% mais elevada de mortalidade. A conclusão faz parte de trabalho da Universidade Harvard publicado em 2012.

Comer cereais matinais aumenta expectativa de vida

cafe da manha saudavel

Um levantamento feito pela Breakfast Cereal Information Service, entidade que reúne fabricantes de cereal no Reino Unido, descobriu que o aumento na ingestão de fibras está associado a menores taxas de mortalidade. Os resultados foram publicados dia 17 de Outubro no site da instituição.

O estudo acompanhou 452.717 mil pessoas na Europa durante 12 anos e sete meses, que responderam a questionários para avaliar a quantidade de fibras que elas ingeriam. Durante esse período, foram registradas 23.582 mortes. Analisando a relação entre o consumo de cereais e mortalidade, os cientistas descobriram que a ingestão de fibras foi associada a maiores índices de expectativa de vida no geral, bem como com menores ocorrências de doenças dos sistemas circulatório e digestivo.

Estudos anteriores mostram que o consumo de cereais no café da manhã fornecem boas quantidades de micronutrientes, fibras, proteínas e carboidratos com baixos índices de gorduras. De acordo com os autores da pesquisa atual, os cereais matinais fornecem a quantidade total de fibras que deve ser consumida diariamente. O alimento pode ainda ser fonte de cálcio, quando consumido com leite.

A relação entre ingestão de fibras e aumento da longevidade pode acontecer porque elas ajudam a manter o intestino regulado, fator que contribui para o aumento da longevidade. Quando você estimula o crescimento da flora intestinal benéfica, ela será mais efetiva no extermínio de bactérias que entram em nosso organismo por meio da alimentação.

Inclua mais fibras na alimentação e aproveite os benefícios

Apesar de as fibras apresentarem diversos benefícios conhecidos para a saúde, apenas 32% da população brasileira consome as quantidades adequadas, de acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, publicada em julho de 2012. Segundo as recomendações Organização Mundial da Saúde, a ingestão de fibras recomendada ao adulto é de 20 a 30g diariamente. Confira dicas de especialistas de como incluir esse nutriente na rotina e aproveitar todos os seus benefícios.

Leite com cereal

Acrescentando o cereal ao seu leite matinal, você também está adicionando fibras insolúveis. Os cerais, principalmente os integrais, são os campeões quando o assunto é esse nutriente.

Alimentos integrais

De acordo com a endocrinologista e nutróloga Ellen Paiva, os alimentos integrais possuem mais grãos. Por isso, são mais ricos em fibras insolúveis e aumentam a saciedade, ajudando a dieta e trazendo benefícios à saúde. “Não há, entretanto, a necessidade de trocar todos os carboidratos por integrais, basta consumir uma porção por dia”, explica Ellen.

Investir no arroz e feijão

As fibras e a proteína vegetal presentes no feijão são imbatíveis tanto no quesito nutricional quanto na riqueza em fibras. Já o arroz possui várias vitaminas do complexo B, carboidratos, cálcio, folato e ferro. Se a sua intenção é colocar ainda mais fibras no prato, prefira a versão integral desse alimento.

Prato colorido

Além de enriquecer o seu cardápio com fibras solúveis, você ainda está enchendo-o de saúde. “A variedade de cores representa variedade de nutrientes, principalmente vitaminas e minerais”.

Fruta de sobremesa

Essa é uma opção muito nutritiva e saborosa para a sobremesa, além de ser rica em fibras solúveis. Invista na criatividade ao prepará-las: podem ser acompanhas de aveia, granola, semente de linhaça ou outros grãos, que acrescentam ainda mais fibras ao lanche.

Comer o bagaço e a casca das frutas

A maior fonte de fibras das frutas está no bagaço e na casca. De acordo com a nutróloga Ellen Paiva, o negócio é investir principalmente no bagaço da laranja e na casca da maçã, que possuem muitas fibras e vitaminas. “A maior parte da vitamina C da maçã fica em sua casca”.

 

 

Fonte: minhavida.com.br

 

Revisão sistemática e meta-análise sobre ação e eficácia do exercício na osteoartrite nos membros inferiores

alimente-se bem e pratique exercícios, seu corpo agradece

Uma das queixas mais frequentes em consultórios médicos e ambulatórios é a dor. Dor em articulações, coluna, região lombar e por aí vai. E é muito comum, os  pacientes, principalmente as mulheres confundirem esse tipo de dor com osteoporose, fibromialgia e outras coisas mais, quando a mesma pode  não se trata de nada disso. Muitas vezes, a artrose e artrite não é diagnosticada ou “mal” diagnosticada, ou se quer informada aos pacientes que se queixam e continuam se queixando de dor, tomando, seus anti- inflamatórios e sintomáticos, muitas vezes corticoides que tem ação de alívio imediato e de curto prazo.

Por outro lado, a osteoartrite é a forma mais comum de artrite e uma das maiores causas de dor e incapacidade no mundo. A prevalência de osteoartrite de quadril durante a vida é de 25,3%, enquanto que a artrite de joelho é  mais alta chegando a 44,7%. Isto leva a sérias perdas e gastos na economia, seja por gastos diretos com medicamentos, e cuidadores, como com internações hospitalares, e indiretos representados pelas faltas ao trabalho e capacidade produtiva, levando a perdas de bilhões anuais na economia, como por exemplo, de $C 12.200 no Canadá, por pessoa /ano, equivalendo a 7.400 libras, 8.800, euros, e 11.000  dólares respectivamente.

O estudo:

O objetivo do estudo foi determinar se havia provas suficientes conclusivas que os exercícios regulares foram mais efetivos do que a ausência dos mesmos, além de comparar a eficácia dos diferentes tipos de exercício no alívio e melhora da dor em pacientes com osteoartrite de membros inferiores. Como base de dados, foram usados nove bancos de dados eletrônicos, selecionados sobre o tema, até Março de 2012. O critério de seleção dos estudos foi: os randomizados e controlados comparando grupos que faziam exercícios de diferentes modalidades, com os sedentários (controle), com grupos com osteoartrite de joelho ou quadril.

A intensidade da dor e a capacidade funcional foram os principais fatores analisados nos estudos. Uma análise sequencial de testes foi utilizada para investigar a confiabilidade e a conclusividade das evidências disponíveis para intervenções de exercício. Uma rede de meta- análise bayesiana foi usada para combinar tanto direta (no âmbito da prova) e indireta (entre ensaios), evidências sobre a eficácia do tratamento .

Resultados:

Total 60 ensaios: 44 analisando o efeito do exercício na osteoartrite de joelho, 2 no quadril e 14 nas duas articulações,  envolvendo 12 intervenções de exercício e com 8.218  pacientes que  preencheram os critérios de inclusão. Uma análise sequencial mostrou que, a partir de 2002, os estudos realizados até o momento foram suficientes para mostrar  um benefício significativo de intervenções ao longo da prática de  exercícios, em relação aos controles (que não faziam exercícios).

Para alívio da dor, foram avaliados exercícios de fortalecimento, flexibilidade e fortalecimento, flexibilidade, fortalecimento e aeróbicos, além de fortalecimento e aeróbico, fortalecimento e exercícios aquáticos, e fortalecimento aquático mais flexibilidadeos exercícios foram significativamente mais eficazes em qualquer das modalidades e em qualquer grupo, do que no grupo controle (que não fez nenhum exercício).  A intervenção combinada de exercícios de fortalecimento, flexibilidade e exercícios aeróbicos também foi significativamente mais eficaz do que no grupo controle, que não fez nenhum exercícios para melhorar a limitação na função ( diferença média padronizada -0.63,  95%, com intervalo de confiança de -1,16 para -0,10 ).

Conclusões:

A prática de exercícios mostrou-se ser significamente eficaz, tanto isolada quanto associada em suas modalidades na melhora da osteoartrite. No entanto, uma combinação de exercícios para melhorar flexibilidade, força e capacidade aeróbica, mostrou-se ser mais efetiva no alívio da osteoartrite de membros inferiores, sendo neste estudo, as maiores evidências para a osteoartrite de joelho.

Ou seja, qualquer modalidade de exercício, e, ainda mais, a combinação delas é muito eficaz no tratamento e melhoria da osteoartrite de membros inferiores.

 

 

Fonte: lizankamarinho.com.br

Mastigação inadequada pode contribuir para o ganho de peso

alimentos bom humor

Entenda os processos de deglutição dos alimentos e como isso interfere na saciedade

A mastigação é a primeira fase do processo digestivo – sua função é a digestão mecânica, ou seja, a fragmentação do alimento, permitindo a mistura do bolo alimentar com a saliva. Essa, por sua vez, irá exercer sua função de lubrificação e digestão química, facilitando a deglutição. Lembrando que, nesse processo, os dentes em bom estado e articulações da mandíbula eficientes são importantes.

O processo de deglutição é, ao mesmo tempo, voluntário e involuntário. Principalmente na parte final da faringe, perde-se progressivamente o controle voluntário. Além disso, o processo de deglutição pode ser dividido em três fases: oral, faríngea e esofagiana.

A fase oral tem como estágios o transporte, a modificação da consistência do bolo alimentar e a produção de uma onda, que parte da ponta da língua para a sua parte posterior, comprimindo o palato duro (primeira parte do céu da boca), de forma que o bolo alimentar se dirija ao palato mole (parte de trás do céu da boca). Nessa fase, os movimentos são voluntários e é nela que a terapia fonoaudiológica intervém. Na passagem do bolo alimentar pelo palato mole, se inicia a segunda fase da deglutição, e a partir daí é um processo totalmente involuntário.

Os indivíduos com obesidade apresentam maiores problemas de mastigação e deglutição

Sabe-se que alterações do formato das arcadas dentárias e céu da boca, deficiências na força muscular e estruturas do sistema oral interferem diretamente em suas funções, como articulação dos fonemas, mastigação e deglutição.

Vários autores investigaram a implicação da mastigação na saciedade, envolvendo mecanismos do sistema nervoso central, com o objetivo de identificar se indivíduos com obesidade apresentam alterações no sistema sensório motor oral em relação a indivíduos de peso normal.

Os resultados demonstraram que os indivíduos com obesidade apresentaram maiores problemas de mastigação e deglutição, tonicidade dos lábios, língua e bochecha diminuídas e outras alterações importantes em relação aos indivíduos de peso adequado.

Devemos pensar que as partes “duras” da face (dentes, palato duro, maxila, mandíbula e os demais osso da face) dão a sustentação as partes moles, ou seja, ao enorme número de músculos que são responsáveis pela fonação, mastigação, deglutição, articulação e mímica facial. Podemos então imaginar que os músculos responsáveis pela mastigação sofrem ação direta do funcionamento dessas estruturas.

Se a pessoa, por exemplo, mastigar somente do lado direito, observaremos, em poucos meses, um aumento da espessura das fibras do lado que realiza o trabalho (direito) e um alongamento das fibras musculares no lado do “balanceio” (esquerdo). Inclusive, olhando para pessoa de frente chegamos a ver o lado direito bem mais desenvolvido que o esquerdo, em aspectos como: sobrancelha mais arqueada, comissura labial (canto dos lábios) mais erguido, bochecha mais “cheia”, etc.

Dessa forma, é importante que seja feita a mastigação adequada dos alimentos, não só para que todas as estruturas possam trabalhar normalmente, como também para ajudar nos processos de saciedade do individuo, evitando que a pessoa faça refeições maiores do que o planejado ou coma com uma frequência maior, podendo contribuir para o aumento de peso. Nesse interim, o fonoaudiólogo pode ajudar a manter a mastigação adequada, tanto em pessoas que buscam emagrecer quanto para aqueles que fizeram cirurgia bariátrica ou emagreceram por outros métodos, e necessitam agora encontrar um equilíbrio na mastigação.

 

Fonte: minhavida.com.br

Dor crônica: como dominar esse problema

Young Woman Thinking

A dor crônica atinge 30% da população mundial. Caracterizada por se estender por meses e até anos, está associada às doenças crônicas ou a alguma lesão tratada anteriormente. É resultado de artrite reumatoide, câncer, DORT (distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho), fibromialgia, dores nas costas ou por todo o corpo sem causa conhecida, entre tantas outras doenças.

Dor crônica

Muitas vezes, a dor chega a ser tão forte que a pessoa se isola, deixa de sair de casa e de se relacionar, esquece do trabalho, não sente vontade de levar adiante seus hobbies. Não se sente mais capaz de desenvolver as atividades cotidianas como dirigir, escovar os dentes e até se alimentar.

Para mudar esse quadro existe a terapia ocupacional, que visa à diminuição do desconforto e à melhoria do desempenho das atividades do indivíduo como trabalhar, praticar exercícios, além de facilitar a adaptação para a realização dessas tarefas diárias.

Com o tratamento, pessoas de qualquer idade aprendem a ter um olhar diferente em relação à dor. Segundo a dra. Renata de Moraes Cruz, terapeuta ocupacional do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), o paciente recebe orientação para desenvolver seu papel ocupacional e adequar sua rotina diária para que não haja aumento da dor. Isso ocorre porque em geral as pessoas desenvolvem ações de maneira inadequada durante toda a vida e, com o avanço da dor, passam a realizar o mesmo movimento, o que aumenta o desconforto e tem como consequência a limitação física e perda do seu papel ocupacional.

“Resgatamos as possibilidades de o paciente repensar suas atividades e aprender a lidar com a dor. Ele percebe que pode realizar sua rotina diária, ainda que com algumas limitações. Mas ele é capaz de elaborar novamente os processos, recriar as oportunidades, apesar de estar com dor”, explica a dra. Renata.

Para tanto, são incorporadas algumas facilidades nas pequenas atitudes, por exemplo, para autocuidado. Se o paciente sente dor ao escovar os dentes, a escova de dentes torna-se o alvo e são feitas adaptações no cabo para aumentar ou diminuir o ângulo necessário ao braço para a escovação. Nas escovas de cabelo, pode-se aumentar o cabo. Se a dor nas costas não permite amarrar o cadarço do tênis, o conselho é usar uma calçadeira maior ou comprar o cadarço de elástico, que pode ser amarrado antes de calçá-lo. Canetas e talheres recebem borrachas e espumas para aumentar sua espessura. Tudo isso para garantir conforto, bem-estar e trazer qualidade de vida.

Como a terapia ocupacional funciona

Segundo estudo sobre a dor em pacientes com câncer, publicado na Revista Brasileira de Cancerologia em 2005, a dor é um fenômeno individual, complexo e multifatorial, dotado de características físicas, emocionais, sociais e espirituais únicas; portanto, o tratamento deve ser personalizado, bem como os objetivos direcionados para cada pessoa.

Resgatamos as possibilidades de o paciente repensar suas atividades e aprender a lidar com a dor

A meta para que a terapia ocupacional atenda às expectativas é estabelecida a partir de questionários que avaliam o papel ocupacional, ou seja, trabalho, lazer e espiritualidade, papel dentro da família, as doenças por que a pessoa passou ao longo da vida, o nível de dor por meio de escala numérica visual de 0 a 10 e a descrição das atividades em que o desconforto aumenta, além das tarefas diárias realizadas em casa, antes e depois do surgimento da dor.

As orientações terapêuticas são fornecidas individualmente e periodicamente após as avaliações, com o objetivo de acompanhar de perto a evolução e as necessidades do paciente. Para diminuir o desconforto, são utilizadas técnicas como a de “dessensibilização”, que envolve relaxamento das estruturas acometidas pela dor, a de estimulação sensorial para inibir a memória da dor e a de facilitação para desempenhar a rotina diária.

Além das técnicas e adaptações dos objetos para a melhoria das rotinas diárias, o tratamento ainda envolve trabalho em grupo, que inclui atividades manuais como pintura, mosaico, esculturas em argila. Essas atividades possibilitam a reflexão e fazem com que a pessoa sinta-se capaz de reconstruir apesar da dor e, dessa forma, sinta prazer, o que melhora a auto-estima.

“A partir daí, a pessoa deixa de ser conduzida pela dor e começa a conduzi-la”, avalia a terapeuta ocupacional. O paciente com dor crônica pode ainda ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogo, psiquiatra, fisiatra ortopedista, entre outros especialistas.

 

Fonte: einstein.br

Dicas para uma vida mais saudável

balança

Garanta mais disposição e saúde com alertas de médicos e nutricionista

  • 1 – Evite refrigerantes e atenção aos sucos prontos. O consumo de refrigerantes normais está relacionado a diabetes e obesidade, enquanto o de não adoçados (como light, diet e zero) causa piora do funcionamento dos rins. Já a frutose proveniente das frutas e que adoça os sucos prontos, quando consumida em excesso pode provocar aumento da pressão arterial.
  • 2 – Distribua melhor as refeições ao longo do dia. Tente se alimentar a cada três horas para evitar redução do metabolismo e sobrecarga em determinadas refeições (principalmente à noite). Além disso, evite que o corpo entre na chamada “reserva de energia”, que é quando o organismo entende que, pelo jejum prolongado, precisa armazenar calorias, dificultando a perda de peso.
  • 3 – Aumente o consumo de líquido ao longo do dia, preferencialmente água. A ingestão contínua de líquidos mantém o metabolismo em constante movimento, assim como a atividade das células corporais e o funcionamento do intestino. Não espere a sede. Se ela chegar, é sinal de que o corpo já está desidratado.
  • 4 – Prefira alimentos integrais em substituição aos carboidratos refinados. Os integrais levam mais tempo para serem digeridos, promovendo maior tempo de saciedade e melhor funcionamento do intestino.
  • 5 – Não consuma alimentos muito calóricos no jantar, isso pode prejudicar o sono. Além disso, como o metabolismo fica mais lento à noite, o gasto de calorias nesse período será menor, podendo gerar ganho de peso.
  • 6 – Pratique atividades físicas, elas são fundamentais para promover condicionamento, aumentar a longevidade e diminuir o estresse. Para quem tem mais de 35 anos, exercícios físicos ajudam a manter a massa muscular. A prática é importante porque parte do metabolismo depende da massa muscular.
  • 7 – Só consuma medicamentos sob orientação médica. Sem o acompanhamento profissional, as pessoas tendem a tomar medicação em excesso ou a deixar de tomar medicamentos que realmente precisam.
  • 8 – Durma bem. Para um sono mais tranquilo, evite: refeições pesadas à noite, cafeína depois das 17 horas e exercícios físicos extenuantes no período noturno.
  • 9 – Tenha um hobbie ou faça atividades de que goste bastante, saindo da rotina. É uma ótima maneira de escapar do círculo de pensamentos preocupantes e de manter a motivação.
  • 10 – Procure informação e ajuda para parar de fumar ou de consumir álcool em excesso. O cigarro é fator de risco para inúmeras doenças e sobrecarrega muito o aparelho pulmonar e o sistema circulatório. Já o álcool, além de trazer problemas comportamentais, é bastante nocivo ao fígado e ao pâncreas, que são fundamentais para o nosso metabolismo.

 

 

 

Fonte: einstein.br