Como tratar 6 doenças de pele de fundo emocional

Um dos órgãos mais vulneráveis às emoções, a pele sinaliza quando elas fogem ao controle. É preciso equilibrar o que está nos bastidores dessa trama. Veja as causas e soluções para algumas que podem aparecer.

Vitiligo

Distúrbio em que ocorre perda de melanócitos, células que produzem a melanina, pigmento que dá cor à pele. Surgem manchas lisas e esbranquiçadas.

Causa
Predisposição genética. O próprio sistema de defesa entra em curto e produz anticorpos que destroem essas células.

Emoções
Fatores como a tristeza por perdas (morte ou separação) podem desencadear ou piorar as manifestações da doença.

Tratamento
Para estimular a pigmentação, laser e cremes (sensíveis à luz, com ação oposta à do protetor solar) combinados à radiação ultravioleta, corticoides e transplante de pele.

 

Acne

Doença inflamatória em que as glândulas sebáceas produzem muito óleo, a ponto de fechar os poros, facilitando o ataque de bactérias. Comparada à acne típica da adolescência, a da mulher adulta provoca espinhas mais inflamadas, doloridas e profundas, sobretudo no queixo, na região da mandíbula e no pescoço.

Causas
Hereditariedade, mudança hormonal, calor, cosmético oleoso. Comum entre nós, a acne afeta 56,4% da população.

Emoções
“O stress promove uma descarga de cortisol, que estimula a síntese do hormônio masculino e faz a glândula sebácea trabalhar mais”, diz a dermatologista Denise Steiner.

Tratamento
Conforme o grau, inclui esfoliante, antibiótico, isotretinoína, anticoncepcional, luz pulsada, luz azul e laser fracionado.

Alopecia areata

Desordem que produz queda de cabelo súbita, deixando falhas em áreas arredondadas do couro cabeludo.

Causa
Tendência hereditária. É mais comum entre os 20 e os 50 anos, sendo que 70% dos doentes têm o primeiro episódio antes dos 25. Pode ser passageira ou persistente.

Emoções
Um trauma pode dar início à produção de anticorpos contra o folículo piloso. O stress também é desencadeador.

Tratamento
Corticoides no local das falhas, além de xampus, loções, minoxidil tópico ou oral, luz infravermelha ou ultravioleta e, em casos mais resistentes, transplante capilar.

 

Psoríase

Inflamação crônica caracterizada por lesões avermelhadas recobertas por escamas esbranquiçadas. Aparecem nos cotovelos, joelhos, no couro cabeludo e nas unhas ou espalhadas pelo corpo. Às vezes ataca as articulações. Dos cerca de 5 milhões de brasileiros atingidos pela psoríase, um quarto enfrenta estágios de moderado a grave, com impacto na qualidade de vida. Segundo o dermatologista Alan Menter, essas pessoas sentem-se discriminadas ou rejeitadas pela aparência.

Causas
A genética tem papel importante. Irritações na pele e a baixa umidade do ar podem ocasionar e complicar as crises, que se instalam quando o ritmo de renovação da pele se acelera devido a alterações nas defesas locais.
Emoções
Pessoas tensas e perfeccionistas são mais sujeitas a desenvolver a doença, desencadeada muitas vezes pelo stress.
Tratamento
Evoluiu com o surgimento de agentes biológicos, que controlam a resposta imunológica. Eles são indicados em casos graves ou quando os remédios convencionais (metotrexato e ciclosporina) não surtem os efeitos esperados. O mais novo, o ustekinumab, administrado a cada 12 dias por via injetável, pode ser utilizado por longos períodos porque provoca menos náuseas e danos ao fígado. Em casos mais leves, a simples exposição à luz s olar diminui o ritmo de renovação das células da pele.

Dermatite atópica

Erupções e crostas na face, no couro cabeludo, nas mãos, nos pés, nos braços e nas pernas provocadas por in flamação crônica. A coceira é tão intensa que há risco de a pessoa se ferir e infectar as lesões. Mais comum em portadores de asma e de rinite alérgica.

Causa
Todos os estudos apontam para a genética. Banho quente e atrito da toalha podem ressecar a pele e provocar lesões.

Emoções
O stress agrava o problema: surgem novas feridas e mais coceira. A dermatite atinge mais de 3,5 milhões de brasileiros.

Tratamento
Cremes ou pomadas à base de cor ticoides; anti-histamínico oral contra coceira; antibióticos orais se houver infecção; exposição à luz ultravioleta combinada com doses orais de psoraleno; imunomoduladores de uso local.

 

Dermatite seborreica

Inflamação da pele que produz vermelhidão, coceira e descamação nas áreas de maior concentração de glândulas sebáceas no corpo: em torno do nariz, nas sobrancelhas, atrás da orelha, na face e no peito. No couro cabeludo, pode acarretar a incômoda caspa.

Causas
“Não esclarecidas”, diz a dermatologista Jozian Quental, autora de Sua Pele em Boa Forma (ed. Marco Zero). Além de maior produção de óleo, suspeita-se do fungo Pityrosporum ovale. Clima seco e alterações hormonais pioram os surtos.

Emoções
Stress elevado deflagra os episódios. Essa dermatite atinge 18% da população mundial, a maioria entre 18 e 45 anos.

Tratamento
Xampus à base de enxofre, piritionato de zinco e cetoconazol, loções capilares com ácido salicílico, resorcina, ureia e cetoconazol, com ou sem hidrocortisona, além de prescrição de anti-inflamatórios e antifúngicos via oral.

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A importância da vitamina D na saúde humana

Vitamin D

A vitamina D, pertencente ao grupo das vitaminas lipossolúveis, é um nutriente considerado também como hormônio esteroide e na maioria dos indivíduos, a síntese na pele é a principal fonte, sendo o restante obtido pela alimentação e/ou pelo uso de suplementos. Essa vitamina pode atuar em diversos processos celulares, tais como: desenvolvimento e manutenção do tecido ósseo, manutenção de níveis sanguíneos normais de cálcio, função cognitiva, manutenção da massa muscular principalmente em indivíduos idosos, câncer de mama, diabetes melitus, obesidade, doença cardiovascular, entre outros.

Sendo assim, em razão de suas implicações no desenvolvimento de diversas doenças, a insuficiência/deficiência de vitamina D tem sido considerada um problema de saúde pública no mundo todo. Existem dois subtipos de vitamina D: o ergocalciferol (Vitamina D2) e o colecalciferol (Vitamina D3), sendo que ambos os tipos podem ser obtidos pela alimentação. Porém, embora alguns alimentos vegetais sejam fontes de ergocalciferol (menos ativo) e outros alimentos de origem animal, tais como óleo de peixe, gema do ovo e leite integral, fontes de colecalciferol (mais ativo), é a partir da conversão do composto denominado 7-desidrocolesterol na pele exposta à radiação solar (ultravioleta) que a maior quantidade de vitamina D na sua forma mais ativa (colecalciferol) é produzida.

Com isso, dieta, exposição solar, atrofia cutânea (principalmente em idosos), alguns medicamentos, co-morbidades hepáticas e/ou renais e deficiência de estrogênio (menopausa) são fatores que também alterar o status de vitamina D no organismo.

 

Fonte: saudeintegrada