Dor no corpo? Veja qual a melhor posição para dormir em cada caso

Um estudo do Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente (Ipom) revelou que 69% dos brasileiros dormem mal. E muitas vezes, o que atrapalha o sono são dores preexistentes somadas à posição errada no colchão.

Reportagem: Ivonete Lucirio e Malia Jacobson/ Women’sHealth

Se você tem… Azia e Refluxo

Deite-se sobre o lado esquerdo.

“Assim, os órgãos internos exercem menos pressão sobre o esfíncter inferior do esôfago”, explica o especialista em sono Priyanka Yadav, do Life Center, em Nova Jersey, nos EUA. O esfíncter é a escotilha responsável por evitar que a acidez do estômago volte para a garganta. Se estiver pressionado, não se fecha direito – e lá vem azia. Os braços devem ficar à frente do corpo, com os joelhos um pouco dobrados. Manter a cabeça mais alta que os pés também é importante. Mas não se iluda aumentando a altura do travesseiro. “O tronco também precisa ficar em desnível. Uma dica é calçar os pés da cabeceira da cama para que fique mais elevada”, explica o gastro Mário Kondo, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Se você tem… Dores nas Costas

Deite-se de lado, com os joelhos flexionados e um travesseiro bem firme entre eles.

“Dessa forma, a musculatura é alongada e os espaços naturais existentes entre uma vértebra e outra são ampliados, aliviando a compressão sobre os nervos que passam na região e que provocam a sensação dolorosa”, explica o neurocirurgião Paulo Porto Melo, que é colaborador do Departamento de Neurocirurgia da Universidade de Saint Louis, nos EUA. Além disso, a coluna fica toda alinhada, evitando algum desequilíbrio. Os braços devem ficar relaxados à frente. Talvez tenha dificuldade em dormir assim da primeira vez, mas vale insistir.

Se você tem… Congestão Nasal

Deite-se de lado.

Sempre que estiver congestionada, por causa de alergia, sinusite ou resfriado, evite posicionar-se de costas, com a barriga para cima, porque você acabará ficando com a boca aberta e, pior, roncará que nem um caminhão. Sem contar que a cavidade bucal fica seca, provocando tosse. Deite-se de lado com um travesseiro extra para que a cabeça fique mais alta e deixe a gravidade fazer seu trabalho, puxando o muco para baixo, fora do nariz. Os braços vão necessitar de um suporte extra, o que é resolvido abraçando um travesseiro.

Se você tem… Dor nos Ombros

Deite-se de lado, na pose do “abraço”.

Não aconchegue o braço de baixo sob a cabeça quando estiver deitada de lado – isso espreme a rede de nervos entre ombro, braço e mão. “É como dormir com um peso de 10 kg sobre o ombro”, diz Robert S. Rosenberg, diretor médico do Centro de Distúrbios do Sono de Prescott Valley, no Arizona, nos EUA. “Se for dormir de lado, não apoie-se no ombro dolorido. Abrace um travesseiro macio para lhe dar suporte”, orienta o neurocirurgião Adriano Scaff, do Centro Especializado em Coluna e Dor, de Ribeirão Preto, no interior paulista. “Deitar-se de costas também é adequado.”

Se você tem… TPM e Cólica

Fique de barriga para cima, o mais esticada possível, mas com a parte traseira dos joelhos apoiada em uma almofada.

Os braços devem permanecer apoiados ao lado do corpo. Nada de enrolar-se feito uma bola na cama. Deitar-se de lado deixa um dos seios – já doloridos pela fase – sem apoio, aumentando o incômodo. E de barriga para baixo pressiona o útero, causando irritação e mais cólica ainda.

Se você… Range os Dentes

Deite-se de costas, rosto virado para cima.

O ranger noturno, ou bruxismo, afeta 8% dos adultos e pode ser uma condição genética ou resultado do estresse e da ansiedade. Dormir de costas evita que ocorra mais pressão nos ossos da face. “Também dá para deitar de lado, o que ajuda a reduzir o risco de apneia obstrutiva do sono”, diz o ortodontista Jorge Faber, de Brasília. “Mas é preciso encontrar uma posição que não pressione a mandíbula.”

Se você tem… Quadris Doloridos

Deite-se de costas.

Cerca de 15% das mulheres sofrem com bursite, uma inflamação articular nessa área. “Dormir sobre o lado machucado do quadril é o pior que se pode fazer”, diz Yadav. Mesmo quando se deita do lado oposto, o quadril pode ficar desalinhado, o que aumentará a dor. Por isso, a saída é repousar de costas, com a barriga para cima. Isso dá aos quadris uma folga do estresse que passa durante o dia, com o corpo em pé ou sentado. Uma almofada triangular sob os joelhos pode dar um suporte extra.

Se você tem… Torcicolo

Deite-se de costas.

Esqueça os travesseiros do tipo montanha ou panqueca ¬ altos ou baixo demais. A peça deve ter a altura do ombro. Assim, ao acomodar-se de lado, a coluna ficará totalmente alinhada. E, mesmo que esteja deitada de barriga para cima, ela continuará na linha. Com isso, os músculos ficam relaxados. Tenha em mente que o prazo de validade do acessório também vence. Isso varia em função do quanto a pessoa transpira. Mas ele deve ser trocado, no máximo, a cada dois anos.

Se você tem… Dores nos Joelhos

Deite-se de costas.

Mas, para que esse reposicionamento seja mais bem adaptado, identifique a causa da dor. “Se for inflamatória, coloque um travesseiro em forma de triângulo sob a parte traseira dos joelhos”, recomenda a fisioterapeuta Cristiane Guimarães, do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, em São Paulo. Essa tática também é indicada para contraturas musculares. “No caso de dor vascular associada a edema nas pernas, o melhor é um apoio sob o calcanhar”, diz o ortopedista Luiz Alberto Nakao Iha, da Clínica Healthme, em São Paulo.

Menopausa e terapia de reposição: fazer ou não fazer ?

reposição hormonal 2
O estudo WHI (Women’s Health Initiative), que provocou um verdadeiro “rebuliço” na vida das mulheres em terapia de reposição hormonal (TRH) ou daquelas que pretendiam faze-la, completa 10 anos. Nesse tempo muitas lições foram apreendidas. Acho ser essa uma boa hora para rever alguns conceitos e preconceitos sobre esse assunto.

            Muitas mulheres sofrem com o climatério, período de mudanças hormonais na mulher que causa diversos sintomas, e que engloba a menopausa, que determina o final da vida reprodutiva da mulher.  Período muito conturbado e que traz, nos próximos anos, mudanças em praticamente todos os sistemas e aparelhos. Alem disso,  aumenta o risco de doenças sérias como OSTEOPOROSE, INFARTO e, até mesmo, CÂNCER DE MAMA. Opa! Espere um momento. Vamos rever os fatos: CANCER ? Alguns podem se perguntar como a menopausa pode aumentar o risco de câncer se o próprio estudo WHI foi INTERROMPIDO pelo AUMENTO da incidência de câncer de mama nas mulheres em reposição hormonal. De forma resumida, o estudo WHI comparou as incidências de doenças cardiovasculares, câncer (CA) e osteoporose grosso nas mulheres em TRH, em relação a outras mulheres em menopausa sem TRH. Uma das hipóteses era que a TRH reduziria a progressão de eventos cardiovasculares sem alterar a chance de desenvolver câncer “estimulado” pelos hormônios, com câncer de mama ou endométrio. O grupo de mulheres usando estrogênio + progesterona (que é necessária para mulheres que tem útero, não são histerectomizadas) interrompeu o tratamento pelo significativo aumento do número de câncer de mama. Isso, divulgado no Jornal Nacional (Rede Globo), provocou um verdadeiro “desespero” entre as mulheres em TRH e em alguns médicos. O que sabemos hoje é que isso parece ser verdade por causa do TIPO de progesterona usada no estudo: medroxiprogesterona, que aumenta, sim, o risco de CA mama. Acontece que este tipo de progesterona não é o mais utilizado atualmente nem tampouco na dose (alta, aproximadamente 6x superior a que hoje é utilizada) que foi a do estudo. Analises posteriores mostraram que com a divulgação do WHI a prescrição de TRH diminuiu em 50% nos EUA. A incidência de câncer de mama (que deveria diminuir se a causa fosse a TRH), entretanto, AUMENTOU nos anos subsequentes, sugerindo que a TRH não teria tanta influencia assim. Além disso, nas mulheres que participaram do grupo repondo apenas com ESTROGENIO, a TRH protegeu contra o CA de mama! Numa revisão sobre TRH publicada neste ano na revista Climateric, especializada em publicações cientificas em climatério, há dados que mostram que a reposição de estrogênio por via trasdérmica (mas não a via oral, utilizada no estudo WHI) reduz incidência de CA de mama e de doenças cardiovasculares (Infarto e acidente vascular cerebral, conhecido popularmente como “isquemia ou derrame cerebral”).
            Outro fato interessante é que a população das mulheres incluídas neste estudo tinham idade média de 63 anos , sendo que 2/3 da amostra iniciou a TRH após 60 anos. Muitas já em menopausa há 10 anos. Atualmente, sabe-se que após a menopausa, principalmente nas mulheres com fatores de risco para doença ateroesclerótica (aquelas que fumam, tem colesterol alto, sedentárias, obesas, diabéticas, ou com historia familiar de infarto/AVC) o processo de formação de placas de gordura é ACELERADO. Quando a placa de gordura esta formada, e alimentada pela gordura do sangue, alguns anos apos a menopausa, o inicio d uso dos hormônios da reposição (principalmente o estrogênio) podem precipitar o rompimento deste placa de gordura, e causar um infarto.
Resumindo as críticas sobre o estudo WHI:
1)    Progesterona usada foi SINTETICA (e não a “natural”, progesterona micronizada, igual a produzida por nós).
2)     Alta dose, aproximadamente 6x maior que a utilizada atualmente.
3)    Estrogênio foi dado por via oral, que sofre efeitos ao passar pelo fígado, podendo causar danos hepáticos e alterando a produção de colesterol e triglicerídeos. Preferimos atualmente a via de administração trascutânea (gel ou adesivo).
4)    Estrogênio utilizado foi conjugado, sintético, sendo hoje utilizado o estrogênio análogo ao nosso, mais “natural”.
5)    Mulheres incluídas já tinham muito tempo de menopausa, algumas mais de 10 anos. Já tinha doença coronariana ESTABELECIDA, não sendo a TRH útil para PREVENIR a evolução deste doença que já estava em curso.
Então, vale ou não vale a pena repor hormônios nas mulheres menopausadas? Depende!! Mulheres no primeiros 5 anos pós menopausa estão “na janela de oportunidade” para fazer a reposição e tem SIM muitos benefícios. Enumerando os benefícios:
1)    manutenção do tônus muscular, diminuindo a substituição que ocorre com a idade, de gordura entremeada nos músculos
2)    Diminui a perda de massa muscular e força que ocorre com o envelhecimento
3)    Prolonga a “vida sexual ativa” com mais qualidade- libido, lubrificação vaginal, etc.
4)    Previne osteoporose
5)    Previne doença cardiovascular
6) Previne perda de memória e alguns tipos de demência.
Por quanto tempo? Enquanto houver beneficio, quiçá para sempre!
É claro que todo tratamento deve ser julgado individualmente e respeitando as necessidade e peculiaridades de cada um, mas são muito os benefícios, quando não ha contraindicações!
Envelhecer com qualidade: acho que é isso que buscamos!!!
Fonte: feminina.org.br

Revisão sistemática e meta-análise sobre ação e eficácia do exercício na osteoartrite nos membros inferiores

alimente-se bem e pratique exercícios, seu corpo agradece

Uma das queixas mais frequentes em consultórios médicos e ambulatórios é a dor. Dor em articulações, coluna, região lombar e por aí vai. E é muito comum, os  pacientes, principalmente as mulheres confundirem esse tipo de dor com osteoporose, fibromialgia e outras coisas mais, quando a mesma pode  não se trata de nada disso. Muitas vezes, a artrose e artrite não é diagnosticada ou “mal” diagnosticada, ou se quer informada aos pacientes que se queixam e continuam se queixando de dor, tomando, seus anti- inflamatórios e sintomáticos, muitas vezes corticoides que tem ação de alívio imediato e de curto prazo.

Por outro lado, a osteoartrite é a forma mais comum de artrite e uma das maiores causas de dor e incapacidade no mundo. A prevalência de osteoartrite de quadril durante a vida é de 25,3%, enquanto que a artrite de joelho é  mais alta chegando a 44,7%. Isto leva a sérias perdas e gastos na economia, seja por gastos diretos com medicamentos, e cuidadores, como com internações hospitalares, e indiretos representados pelas faltas ao trabalho e capacidade produtiva, levando a perdas de bilhões anuais na economia, como por exemplo, de $C 12.200 no Canadá, por pessoa /ano, equivalendo a 7.400 libras, 8.800, euros, e 11.000  dólares respectivamente.

O estudo:

O objetivo do estudo foi determinar se havia provas suficientes conclusivas que os exercícios regulares foram mais efetivos do que a ausência dos mesmos, além de comparar a eficácia dos diferentes tipos de exercício no alívio e melhora da dor em pacientes com osteoartrite de membros inferiores. Como base de dados, foram usados nove bancos de dados eletrônicos, selecionados sobre o tema, até Março de 2012. O critério de seleção dos estudos foi: os randomizados e controlados comparando grupos que faziam exercícios de diferentes modalidades, com os sedentários (controle), com grupos com osteoartrite de joelho ou quadril.

A intensidade da dor e a capacidade funcional foram os principais fatores analisados nos estudos. Uma análise sequencial de testes foi utilizada para investigar a confiabilidade e a conclusividade das evidências disponíveis para intervenções de exercício. Uma rede de meta- análise bayesiana foi usada para combinar tanto direta (no âmbito da prova) e indireta (entre ensaios), evidências sobre a eficácia do tratamento .

Resultados:

Total 60 ensaios: 44 analisando o efeito do exercício na osteoartrite de joelho, 2 no quadril e 14 nas duas articulações,  envolvendo 12 intervenções de exercício e com 8.218  pacientes que  preencheram os critérios de inclusão. Uma análise sequencial mostrou que, a partir de 2002, os estudos realizados até o momento foram suficientes para mostrar  um benefício significativo de intervenções ao longo da prática de  exercícios, em relação aos controles (que não faziam exercícios).

Para alívio da dor, foram avaliados exercícios de fortalecimento, flexibilidade e fortalecimento, flexibilidade, fortalecimento e aeróbicos, além de fortalecimento e aeróbico, fortalecimento e exercícios aquáticos, e fortalecimento aquático mais flexibilidadeos exercícios foram significativamente mais eficazes em qualquer das modalidades e em qualquer grupo, do que no grupo controle (que não fez nenhum exercício).  A intervenção combinada de exercícios de fortalecimento, flexibilidade e exercícios aeróbicos também foi significativamente mais eficaz do que no grupo controle, que não fez nenhum exercícios para melhorar a limitação na função ( diferença média padronizada -0.63,  95%, com intervalo de confiança de -1,16 para -0,10 ).

Conclusões:

A prática de exercícios mostrou-se ser significamente eficaz, tanto isolada quanto associada em suas modalidades na melhora da osteoartrite. No entanto, uma combinação de exercícios para melhorar flexibilidade, força e capacidade aeróbica, mostrou-se ser mais efetiva no alívio da osteoartrite de membros inferiores, sendo neste estudo, as maiores evidências para a osteoartrite de joelho.

Ou seja, qualquer modalidade de exercício, e, ainda mais, a combinação delas é muito eficaz no tratamento e melhoria da osteoartrite de membros inferiores.

 

 

Fonte: lizankamarinho.com.br

Conheça mitos e verdades sobre a hidratação

bebr agua

Hidratar-se corretamente é fundamental para a saúde e o desempenho na corrida.”Nosso corpo é constituído por mais de 50% de água, líquido necessário para qualquer processo fisiológico”, afirma o nutricionista do esporte Ricardo Zanuto, doutor em fisiologia humana pela USP. Mas alguns dogmas da hidratação estão hoje na berlinda. A seguir, derrubamos sete mitos e mostramos que a verdade pode ser tão transparente quanto a água que você bebe.

Mito
Cafeína desidrata.

Verdade
“Uma pesquisa recente mostrou que doses de cafeína entre 250 e 300 mg [cerca de duas xícaras de café] aumentam minimamente a quantidade de urina excretada nas 3 horas seguintes ao consumo”, afirma Susan. Mas essa pesquisa também mostrou que o esporte anula tal efeito. “Correr 1 a 2 horas após ter bebido café não faz alguém urinar mais.” Susan defende que, durante o exercício, o fluxo sanguíneo se desviaria para os músculos e se afastaria dos rins. E a quantidade de idas ao banheiro não seria afetada. Além disso, o organismo de quem tem o hábito de tomar café com leite pela manhã ou um espresso após o almoço está praticamente ajustado à cafeína — por isso, seus efeitos fisiológicos e em relação à performance seriam mínimos.

Mito
Sede não é um bom parâmetro para hidratação.

Verdade
A vontade natural de beber água é um forte indicativo da necessidade de se hidratar — e alguns especialistas defendem que só precisamos dela para nos guiar. “Nosso mecanismo de sede é muito preciso”, afirma Susan. “Mas é sempre bom ter também outros parâmetros para garantir que estamos hidratados.” Conhecer sua taxa de sudorese é um deles. Para calcular esse número, suba na balança, sem roupas, antes e depois de uma corrida. Monitore quantos mililitros você consome durante o treino e considere o valor no cálculo pós-corrida. Para cada 500 gramas perdidos, beba cerca de 500 ml. “Seu objetivo não é restituir todo o suor que perdeu”, afirma Doug Casa, professor de cinesiologia na Universidade de Connecticut (EUA). “Mas tentar chegar o mais próximo possível, desde que você se sinta confortável.” Para alguns corredores, isso pode significar repor apenas dois terços dos líquidos eliminados.

Mito
Urina clara indica boa hidratação.

Verdade
O xixi totalmente incolor significa que a pessoa está “cheia demais”: tudo que entra sai. “Já o amarelo-pálido é sinal de que você está bem hidratado”, diz Susan Yeargin, professora de atletismo na Carolina do Sul (EUA). E se a urina for amarelo-escura, você precisa consumir mais líquidos.

Mito
Água é a melhor opção para hidratar.

Verdade
Embora ela seja uma ótima opção para se manter hidratado, a água pode não ser a melhor alternativa em todas as situações. Para uma corrida em ritmo leve de até 1 hora, em um dia de temperatura amena, ela é uma boa escolha. Mas, ao correr por mais tempo em um dia de verão, seu suor pode formar uma linha branca na testa (ou em suas roupas). Isso é sinal de que você precisa ingerir mais sódio também. Bebidas esportivas e água com tabletes de eletrólitos vão repor esse sódio. Já ingerir cápsulas de sal em doses elevadas antes da corrida é um tiro n’água. “Não há como fazer um abastecimento prévio de sódio para anular sua perda”, diz Susan. “O organismo elimina tudo o que não usamos.”

Mito
Consumir líquidos nunca é demais.

Verdade
O excesso de água é quase tão preocupante quanto a falta dela. “Líquido em excesso pode ser até fatal”, afirma Ricardo. Quantidades muito grandes de água estão relacionadas à hiponatremia, quadro em que os níveis de sódio no sangue ficam perigosamente baixos. Embora seja estimado que menos de 1% dos maratonistas sofram desse mal, certos grupos são mais suscetíveis, como corredores de porte pequeno, aqueles que levam mais de 4 horas para terminar maratonas e os que treinam com frequência em clima frio (quando a taxa de sudorese é menos intensa) e vão competir num dia quente. “Para atletas amadores, prestar atenção na sede costuma ser a chave para prevenir hiponatremia”, afirma Doug.

Mito
Beber bastante água purifica o corpo.

Verdade
“Não há evidências de que o excesso de água limpe o organismo”, afirma Ricardo. Ingerir uma quantidade grande de líquido só vai fazer com que os rins trabalhem mais, “excretando uma quantidade maior de metabólitos residuais”. Porém, em relação às toxinas, o excesso de água não exerce função significativa.

Mito
Manter-se hidratado elimina o risco de intermação.

Verdade
A intermação é um quadro em que a temperatura corporal vai além dos 40 oC — o que pode levar à morte por desidratação. “Pessoas desidratadas apresentam maior temperatura corporal”, afirma Doug. Em estudo do periódico americano Journal of Athletic Training, o especialista definiu que, para cada 1% de massa corporal perdida pelo suor, a temperatura corporal aumenta em meio grau, “o que torna a hidratação de suma importância para prevenir a intermação”. Mas ainda há outros fatores envolvidos: tamanho do corpo, intensidade do exercício, nível de condicionamento e idade, assim como umidade e temperatura do ar. Então, manter o organismo hidratado reduzirá seus riscos, mas ainda assim é preciso atenção às outras variáveis.

 

Fonte: exame.abril.com.br

Conheça os 10 passos para uma alimentação saudável

perder peso

O Ministério da Saúde preparou um informativo chamado “Os 10 Passos Para Uma Alimentação Saudável”, com um teste sobre a alimentação. Os passos podem e devem ser seguidos por toda a família. A recomendação é de que você não deve tentar fazer todos os passos de uma vez e também não precisa seguir a ordem. Escolha aquele que será mais útil para você e procure segui-lo todos os dias. Caso em algum dia você não consiga, não desanime, tente novamente no dia seguinte. Quando sentir que o passo já faz parte da sua rotina, então comece a tentar um outro. São eles:

1) Aumente e varie o consumo de frutas, legumes e verduras. Coma-os 5 vezes por dia. As frutas e as verduras são ricas em vitaminas, minerais e fibras. Coma, pelo menos, quatro colheres de sopa de vegetais (verduras e legumes) duas vezes por dia. Coloque os vegetais no prato do almoço e do jantar. Comece com uma fruta ou uma fatia de fruta no café da manhã e acrescente mais uma nos lanches da manhã e da tarde.

2) Coma feijão pelo menos 1 vez por dia, no mínimo 4 vezes por semana. O feijão é um alimento rico em ferro. Na hora das refeições, coloque uma concha de feijão no seu prato, assim você estará evitando a anemia.

3) Reduza o consumo de alimentos gordurosos, como carnes com gordura aparente, salsicha, mortadela, frituras e salgadinhos, para no máximo uma vez por semana. Retire antes do cozimento a pele do frango, a gordura visível da carne e o couro do peixe. Apesar de o óleo vegetal seu um tipo de gordura mais saudável, tudo em excesso faz mal! O ideal é não usar mais que uma lata de óleo por mês para uma família de quatro pessoas. Prefira os alimentos cozidos ou assados e evite cozinhar com margarina, gordura vegetal ou manteiga.

4) Reduza o consumo de sal e tire o saleiro da mesa. O sal de cozinha é a maior fonte de sódio da nossa alimentação. O sódio é essencial para o funcionamento do nosso corpo, mas o excesso pode levar ao aumento da pressão do sangue, que chamamos de hipertensão. As crianças e os adultos não precisam de mais que uma pitada de sal por dia. Siga estas dicas: não coloque o saleiro na mesa, assim você evita adicionar o sal na comida pronta. Evite temperos prontos, alimentos enlatados, carnes salgadas e embutidos como mortadela, presunto, lingüiça etc. Todos eles têm muito sal.

5) Faça pelo menos três refeições e um lanche por dia. Não pule as refeições. Para lanche e sobremesa prefira frutas. Fazendo todas as refeições, você evita que o estômago fique vazio por muito tempo, diminuindo o risco de ter gastrite e de exagerar na quantidade quando for comer. Evite “beliscar”, isto vai ajudar você a controlar o peso.

6) Reduza o consumo de doces, bolos, biscoitos e outros alimentos ricos em açúcar para no máximo duas vezes por semana.

7) Reduza o consumo de álcool e refrigerantes. Evite o consumo diário. A melhor bebida é a água!

8) Aprecie a sua refeição. Coma devagar. Faça das refeições um ponto de encontro da família. Não se alimente assistindo TV.

9) Mantenha seu peso dentro de limites saudáveis – controle o seu IMC (entre 18,5 e 24,9 kg/m 2). O IMC (Índice de Massa Corporal) mostra se o seu peso está adequado para a sua altura. É calculado dividindo-se o peso, em quilogramas, pela altura, em metros, elevada ao quadrado. Para saber se o seu peso está adequado para a altura, precisamos usar a tabela de classificação abaixo:

 

Valor do IMC Classificação
Menos que 18,5 Baixo peso
18,5 a 24,99 Normal
25 a 29,99 Sobrepeso
Maior que 30 Obesidade

Se preferir não fazer conta, você pode calcular seu IMC aqui.

10) Seja ativo. Acumule 30 minutos de atividade física todos os dias. Caminhe pelo seu bairro. Suba as escadas. Não passe muitas horas assistindo TV.

 

Fonte: endocrino.org.br

Dor nas costas e a vitamina D

Woman holds a hand on pain neck

 

A dor nas costas é um problema de saúde extremamente prevalente em todo o mundo. Cerca de 80% da população, em algum momento da vida, já experimentaram queixas de dores na coluna, e a incidência e a prevalência deste sintoma são tão freqüentes que deve ser estudado como uma desordem epidêmica e social. Problemas de coluna são mais comuns em mulheres do que em homens. E em se tratando de mulheres na pós-menopausa, vários estudos foram realizados por vários grupos no mundo, apontando a prevalência de dor nas costas de 74%, e destas, uma em cada três relataram dor diária. Um estudo avaliou 9305 mulheres em diversos países e a grande maioria (67,5%) tiveram dor nas costas. Outros estudos tiveram resultados similares.  Vogt MT e colaboradores determinaram, além da elevada prevalência da dor lombar em mulheres na pós-menopausa, uma relação deste sintoma com a diminuição da saúde física e aumento de limitações funcionais. Um importante agravante é a ausência no trabalho devido a dor nas costas, particularmente no Brasil, onde o custo para a economia é alto. Estudos mostraram que aproximadamente 15% das mulheres limitaram suas atividades e 5% ficaram pelo menos 1 dia acamada, em intervalo de 6 meses, números que corroboram com esta preocupação econômica desta doença.

A dor nas costas possui um grande número de causas. Um estudo desenvolvido por nosso grupo de pesquisa do Instituto Nacional da Saúde da Criança, Mulher e Adolescente Fernandes Figueira-IFF/FIOCRUZ em paceria com o Centro Internacional de Pesquisas Clínicas –CCBR, teve como objetivo avaliar a relação da hipovitaminose D com dor nas costas, e por isto foi selecionada uma parcela da população com maior probabilidade de apresentar diminuição da concentração deste hormônio no sangue. Assim, a população deste estudo foi de mulheres na pós-menopausa, com média de 67 anos e quase ¼ das participantes apresentavam hipovitaminose D. Esta prevalência foi demonstrada em outros estudos. Lips P e colaboradores demonstraram que a deficiência e a insuficiência de vitamina D em mulheres na pós-menopausa têm sido detectadas em inúmeros países e são um problema crescente. Russo, LAT e colaboradores estudaram a frequência de concentrações inadequadas de vitamina D em mulheres na pós-menopausa no Rio de Janeiro, e encontraram que, de 251 mulheres avaliadas, apenas 8,4% das pacientes apresentaram concentrações de vitamina D completamente adequadas segundo a classificação mais aceita atualmente (100nmol/L).

Em relação ao local da dor nas costas, o local mais acometido pela dor foi a região lombar. Muitos estudos trataram apenas de dor lombar e não de dor em outras regiões das costas, o que pode justificar a falta em encontrar a relação entre vitamina D e dor nas costas (cervical, torácica, tóraco-lombar e sacra). Não houve diferença em relação à frequência nas regiões cervical, torácica, toraco-lombar e lombar, mas houve diferença estatística em relação à dor sacral.

Neste estudo,a  dor nas costas em mulheres na pós-menopausa foi associada à hipovitaminose D  assim como  sua gravidade e freqüência da dor .

As mulheres que tinham hipovitaminose D ficaram mais acamadas do que as mulheres que tinham concentrações adequadas de vitamina D.

As mulheres com hipovitaminose D também ficaram mais dias com suas atividades limitadas.

E, por fim, a hipovitaminose D também esteve mais presente no grupo que apresentou mais dificuldades para realizar as atividades propostas pelo questionário, tais como flexionar o tronco, levantar um objeto de 5 kg, alcançar um objeto acima da própria cabeça, calçar meias em qualquer um dos pés, entrar e sair de um carro, ficar em pé durante aproximadamente uma hora, ficar sentado numa cadeira aproximadamente 30 minutos.

Daí, mais uma razão para estudos sobre ação, e uso da vitamina D, além dos nos  já conhecidos efeitos desta na osteoporose e baixa massa óssea, como forma de redução de fraturas na pós- menopausa.

 

 

Fonte: biomedcentral.com

Oito mandamentos para quem busca o equilíbrio na alimentação

equilíbrio na alimentação

Profissionais incrementam pirâmide dos alimentos, com água e atividades físicas.

 

Não é à toa que se fala em epidemia. Pra onde você olha. Pode ser em um shopping durante o dia. Ou no ponto de ônibus na hora da volta do trabalho, lá estão eles: os quilos a mais.

Um tormento para 52% das pessoas que vivem em São Paulo.

E quase sempre eles vêm acompanhados de velhas desculpas.

“Ah, casamento. eu era magrinho, eu era mais magro… e por aí vai.

Vamos acabar com isso, veja o que precisamos fazer para mudar os hábitos

A pirâmide é a base para o calendário saudável, uma tabela que funciona assim:

São oito tarefas que devem ser cumpridas todos os dias. Cada uma valendo um ponto.

– Comer de 3 em 3 horas
– Consumir alimentos integrais
– Beber ao menos dois litros de água
– Fazer exercícios
– Comer 3 frutas
– Duas porções de legumes ou verduras
– Uma porção de leite ou derivados
– Uma porção de proteína, pode ser carne, peixe ou frango

A soma diária dos pontos mostra se o dia foi verde ou saudável, se a conta deu amarelo, exigindo atenção, ou se o paciente está em alerta vermelho precisando mudar bastante seus hábitos.

Globo Repórter: E a palavra chave é a substituição?
Nutricionista do Posto: Substituição, disciplina e planejamento. Esse planejamento é muito importante. Sem o planejamento você acaba saindo da rotina e comendo o que não tá nos seus planos.

Um esforço que acaba rendendo grandes resultados.

Globo Repórter: Ela já tá botando calça jeans.
Noêmia Marques, esteticista: Eu não tava colocando uns meses atrás. Quando sentava parece que a gordura subia tudo no coração, dava falta de ar. Agora eu sento normal.

Paciente exemplar dona Iris agora está 20 quilos mais magra, ativa e uma verdadeira ativista do calendário saudável.

Globo Repórter: Mas foi difícil no começo?
Dona Iris: Ah, foi difícil, mas depois que eu comecei controlar, comecei ver que a minha saúde tava melhorando, aí me incentivou, agora eu faço com prazer a minha comida, não tenho preguiça de nada.

E é gente assim, como dona Iris, que aos poucos vai também provocando mudanças ao redor.

O pequeno comerciante da periferia de São Paulo estava acostumado a vender apenas o que o apetite dos jovens queria.

“Salgadinho, batata frita doce, bala, chocolate. eles chegam aqui, a primeira coisa que eles vê é esse chocolate aqui já vão comprando, conta o comerciante.

Mas há pouco mais de um ano.

“Foram pedindo fruta porque só tinha na feira, às vezes tinha 2, 3 dias por semana e aqui fez todo o dia a gente tem. Todo o dia a gente vai para o mercadão, traz fruta seca. Todo dia o pessoal desce, chega do trabalho 4, 5 horas e passa aqui e já compra”.

“Rapaziada não liga muito para isso, né? Talvez depois de uma certa idade é que eles vão acabar vendo que é verdade que a gente tem que consumir mais fruta”, diz o comerciante.

Tomara que a descoberta não demore demais.

 

Fonte: g1.globo.com