Como tratar 6 doenças de pele de fundo emocional

Um dos órgãos mais vulneráveis às emoções, a pele sinaliza quando elas fogem ao controle. É preciso equilibrar o que está nos bastidores dessa trama. Veja as causas e soluções para algumas que podem aparecer.

Vitiligo

Distúrbio em que ocorre perda de melanócitos, células que produzem a melanina, pigmento que dá cor à pele. Surgem manchas lisas e esbranquiçadas.

Causa
Predisposição genética. O próprio sistema de defesa entra em curto e produz anticorpos que destroem essas células.

Emoções
Fatores como a tristeza por perdas (morte ou separação) podem desencadear ou piorar as manifestações da doença.

Tratamento
Para estimular a pigmentação, laser e cremes (sensíveis à luz, com ação oposta à do protetor solar) combinados à radiação ultravioleta, corticoides e transplante de pele.

 

Acne

Doença inflamatória em que as glândulas sebáceas produzem muito óleo, a ponto de fechar os poros, facilitando o ataque de bactérias. Comparada à acne típica da adolescência, a da mulher adulta provoca espinhas mais inflamadas, doloridas e profundas, sobretudo no queixo, na região da mandíbula e no pescoço.

Causas
Hereditariedade, mudança hormonal, calor, cosmético oleoso. Comum entre nós, a acne afeta 56,4% da população.

Emoções
“O stress promove uma descarga de cortisol, que estimula a síntese do hormônio masculino e faz a glândula sebácea trabalhar mais”, diz a dermatologista Denise Steiner.

Tratamento
Conforme o grau, inclui esfoliante, antibiótico, isotretinoína, anticoncepcional, luz pulsada, luz azul e laser fracionado.

Alopecia areata

Desordem que produz queda de cabelo súbita, deixando falhas em áreas arredondadas do couro cabeludo.

Causa
Tendência hereditária. É mais comum entre os 20 e os 50 anos, sendo que 70% dos doentes têm o primeiro episódio antes dos 25. Pode ser passageira ou persistente.

Emoções
Um trauma pode dar início à produção de anticorpos contra o folículo piloso. O stress também é desencadeador.

Tratamento
Corticoides no local das falhas, além de xampus, loções, minoxidil tópico ou oral, luz infravermelha ou ultravioleta e, em casos mais resistentes, transplante capilar.

 

Psoríase

Inflamação crônica caracterizada por lesões avermelhadas recobertas por escamas esbranquiçadas. Aparecem nos cotovelos, joelhos, no couro cabeludo e nas unhas ou espalhadas pelo corpo. Às vezes ataca as articulações. Dos cerca de 5 milhões de brasileiros atingidos pela psoríase, um quarto enfrenta estágios de moderado a grave, com impacto na qualidade de vida. Segundo o dermatologista Alan Menter, essas pessoas sentem-se discriminadas ou rejeitadas pela aparência.

Causas
A genética tem papel importante. Irritações na pele e a baixa umidade do ar podem ocasionar e complicar as crises, que se instalam quando o ritmo de renovação da pele se acelera devido a alterações nas defesas locais.
Emoções
Pessoas tensas e perfeccionistas são mais sujeitas a desenvolver a doença, desencadeada muitas vezes pelo stress.
Tratamento
Evoluiu com o surgimento de agentes biológicos, que controlam a resposta imunológica. Eles são indicados em casos graves ou quando os remédios convencionais (metotrexato e ciclosporina) não surtem os efeitos esperados. O mais novo, o ustekinumab, administrado a cada 12 dias por via injetável, pode ser utilizado por longos períodos porque provoca menos náuseas e danos ao fígado. Em casos mais leves, a simples exposição à luz s olar diminui o ritmo de renovação das células da pele.

Dermatite atópica

Erupções e crostas na face, no couro cabeludo, nas mãos, nos pés, nos braços e nas pernas provocadas por in flamação crônica. A coceira é tão intensa que há risco de a pessoa se ferir e infectar as lesões. Mais comum em portadores de asma e de rinite alérgica.

Causa
Todos os estudos apontam para a genética. Banho quente e atrito da toalha podem ressecar a pele e provocar lesões.

Emoções
O stress agrava o problema: surgem novas feridas e mais coceira. A dermatite atinge mais de 3,5 milhões de brasileiros.

Tratamento
Cremes ou pomadas à base de cor ticoides; anti-histamínico oral contra coceira; antibióticos orais se houver infecção; exposição à luz ultravioleta combinada com doses orais de psoraleno; imunomoduladores de uso local.

 

Dermatite seborreica

Inflamação da pele que produz vermelhidão, coceira e descamação nas áreas de maior concentração de glândulas sebáceas no corpo: em torno do nariz, nas sobrancelhas, atrás da orelha, na face e no peito. No couro cabeludo, pode acarretar a incômoda caspa.

Causas
“Não esclarecidas”, diz a dermatologista Jozian Quental, autora de Sua Pele em Boa Forma (ed. Marco Zero). Além de maior produção de óleo, suspeita-se do fungo Pityrosporum ovale. Clima seco e alterações hormonais pioram os surtos.

Emoções
Stress elevado deflagra os episódios. Essa dermatite atinge 18% da população mundial, a maioria entre 18 e 45 anos.

Tratamento
Xampus à base de enxofre, piritionato de zinco e cetoconazol, loções capilares com ácido salicílico, resorcina, ureia e cetoconazol, com ou sem hidrocortisona, além de prescrição de anti-inflamatórios e antifúngicos via oral.

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Os 3 pilares

São três pontos básicos e definitivos para ter um tratamento completo e eficaz:

maça verdeAlimentação

A estabilidade do peso corpóreo ocorre devido ao equilíbrio entre a quantidade de calorias ingeridas com a dieta e a quantidade de calorias consumidas pelo organismo. Quando ocorre um desequilíbrio nesta relação, as calorias em excesso são estocadas na forma de gordura levando ao ganho de peso.
A alimentação no AKTA liv é uma proposta personalizada de acordo com o metabolismo basal, meta de peso e motivação individual, que é avaliada e discutida pela equipe médica e de nutricionistas com o paciente.
A proposta original e mais utilizada é uma dieta de baixo valor calórico composta de proteínas de alto valor biológico ajustada ao metabolismo de cada organismo o que possibilita uma perda de peso rápida evitando entrar no platô metabólico durante o tratamento. A perda de peso acentuada nas primeiras etapas, sem sensação de fome e com disposição física, se deve ao processo desencadeado através desta proposta alimentar.

Metabolismo

A taxa metabólica basal é o principal componente do gasto energético diário e sofre influência de diversas variáveis sendo que em alguns pacientes a quantidade de calorias gasta por dia é baixa constitucionalmente. Além disso, durante o processo de perda de peso, ocorre uma diminuição deste metabolismo como mecanismo de alerta.
A proposta AKTA liv leva em consideração o metabolismo inicial e a quantidade de peso a ser perdido para que o paciente consiga atingir seu peso alvo e evite entrar no platô. O aumento do metabolismo é feito através da atividade física funcional, aumento da termogênese e o processo de gradação.
A atividade física funcional tem como proposta o aumento de massa muscular que aumenta a taxa metabólica basal.
O aumento da termogênese e o processo de gradação, que consiste na reintrodução em etapas dos alimentos têm como objetivo a reeducação e também o aumento metabólico, para que não haja reganho na fase de manutenção.

balança

Comportamento

Estudos científicos apontam que 92% das pessoas que tratam peso apresentam o que chamamos de “efeito sanfona”, uma vez que o tratamento se restringe a dietas e a medicações sem tratar a causa do ganho de peso – o comportamento.
Quando falamos em tratar comportamento é adequar a nossa alimentação ao nosso metabolismo. Alguns pacientes comem por ansiedade ou compulsão, comendo mais do que gastam. Outros pacientes tem um metabolismo mais baixo, o que faz com que ganhem peso facilmente. Em qualquer um dos casos, adequar nossa alimentação a nossa realidade corporal é importante, sendo necessário trabalhar limites, escolhas, vontades, entre outros tópicos relacionados ao ato de comer.
O método de coaching comportamental tem como proposta mudanças definitivas através de técnicas já comprovadas na forma de como nos relacionamos com a comida, ansiedade e organização, com o objetivo de trazer saúde, qualidade de vida e bem estar.

10 Coisas que Você Precisa Saber Sobre Obesidade

alteração no peso

obesidade é uma doença crônica, que afeta um número elevado de pessoas por todo o mundo. Porém, opção por uma rotina alimentar saudável e a prática de exercícios físicospodem contribuir com a prevenção e tratamento. Confira abaixo as 10 Coisas que Você Precisa Saber sobre a Obesidade:

  1.  A obesidade é caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal e pode acarretar graves problemas de saúde e levar até à morte. O Brasil tem cerca de 18 milhões de pessoas consideradas obesas. Somando o total de indivíduos acima do peso, o montante chega a 70 milhões, o dobro de há três décadas.
  2. Em muitos casos, a obesidade é diagnosticada através do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Ele é feito da seguinte forma: divide-se o peso do paciente pela sua altura elevada ao quadrado. De acordo com o padrão utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), quando o resultado fica entre 18,5 e 24,9, o peso é considerado normal. Entre 25,0 e 29,9, sobrepeso, e acima deste valor, a pessoa é considerada obesa.
  3. Existem três tipos de definições quando uma pessoa está acima do peso. O sobrepeso é quando há mais gordura no corpo do que o ideal para uma vida saudável. A obesidade se dá quando o acúmulo de gordura é muito acima do normal, podendo gerar até problemas graves de saúde. A obesidade mórbida é quando o valor do IMC ultrapassa 40. Nesse caso, médicos podem recomendar até cirurgias como tentativa de reverter a situação.
  4. A obesidade é fator de risco para uma série de doenças. O obeso tem mais propensão a desenvolver problemas como hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, além de problemas físicos como artrose, pedra na vesícula, artrite, cansaço, refluxo esofágico, tumores de intestino e de vesícula.
  5. A obesidade pode, também, mexer com fatores psicológicos, acarretando diminuição da autoestima e depressão.
  6. São muitas as causas da obesidade. O excesso de peso pode estar ligado ao patrimônio genético da pessoa, a maus hábitos alimentares ou, por exemplo, a disfunções endócrinas. Por isso, na hora de pensar em emagrecer, procure um especialista.
  7. Para o diagnóstico de obesidade, médicos podem usar fatores de risco e outras doenças para terem a noção da gravidade da situação do paciente. Por exemplo, apnéia do sonodiabetes mellitus tipo 2 e arteriosclerose são doenças que indicam a necessidade urgente de tratamento clínico da obesidade.
  8. Segundo consta na Lei 11721, assinada em junho de 2008, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 11 de outubro é Dia Nacional de Prevenção da Obesidade. A data havia sido criada, há cerca de dez anos, pela Federação Latino-Americana de Obesidade, porém reconhecida, em 1999, pelo Governo Federal e instituída no Brasil, na época, com o nome de Dia Nacional de Combate à Obesidade.
  9. A prevenção contra a obesidade passa pela conscientização da importância da atividade física e da alimentação adequada. O estilo de vida sedentário, as refeições com poucos vegetais e frutas, além do excesso de alimentos com fritura e açúcar se refletem no aumento de pessoas obesas, em todas as faixas etárias, inclusive crianças.
  10. Está comprovado que relacionamentos sociais e romances são menos frequentes entre obesos, já que eles saem menos de casa devido a diminuição da autoestima. Agora, uma vez existindo o relacionamento, a obesidade pode interferir no relacionamento sexual. Ela está relacionada à redução da testosterona, o que pode levar a redução de libido e a problemas de ereção nos homens. Já nas mulheres, existe uma redução dos níveis de hormônio feminino e aumento no nível dos masculinizantes. As mulheres têm aumento de pêlos, irregularidade menstrual e falha na ovulação. As chances de todos esses problemas se resolverem, com uma perda de peso na ordem de 10%, são bem grandes.

 

Fonte: endocrino.org.br

Tudo o que você precisa saber sobre anabolizantes

anabolizantes

O uso de anabolizantes vem se tornando, a cada dia, um hábito comum, principalmente pelas pessoas que praticam esportes, para aumentar a competitividade, ajudar na cura de lesões ou simplesmente por questões estéticas. Porém, o consumo excessivo desse tipo de produto é muito perigoso e pode causar danos irreparáveis ao corpo humano.

1.    Os esteróides androgênicos anabólicos, mas conhecidos como anabolizantes, é um produto derivado principalmente da testosterona, hormônio responsável por muitas características que diferem homem e mulher. Eles atuam no crescimento celular e em tecidos do corpo, como o ósseo e o muscular.

2.    O uso de anabolizantes gera efeitos colaterais, tanto em homens e mulheres, como:  aumento de acnes, queda do cabelo, distúrbios da função do fígado, tumores no fígado, explosões de ira ou comportamento agressivo, paranóia, alucinações, psicoses, coágulos de sangue, retenção de líquido no organismo, aumento da pressão arterial e risco de adquirir doenças transmissíveis (AIDS, Hepatite).

3.    No caso das mulheres, o uso de anabolizantes pode gerar características masculinas no corpo, como engrossamento da voz e surgimento de pêlos além do normal. Além disso, aumento do tamanho do clitóris, irregularidade ou interrupção das menstruações, diminuição dos seios e aumento de apetite.

4.    Nos homens, o excesso de anabolizantes pode causar aparecimento de mamas, redução dos testículos, diminuição da contagem dos espermatozóides e calvície.

5.    Em adolescentes, as consequências podem ser piores, como comprometimento do crescimento, maturação óssea acelerada, aumento da frequência e duração das ereções, desenvolvimento sexual precoce, hipervirilização, crescimento do falo (hipogonadismo ou megalofalia), aumentos dos pelos púbicos e do corpo, além do ligeiro crescimento de barba.

6.    Esses hormônios podem ser usados clinicamente e, ocasionalmente, serem prescritos sob orientação médica para repor o hormônio deficiente em alguns homens e para ajudar pacientes aidéticos a recuperar peso. Nos casos de necessidade clínica, os pacientes são indicados a tomarem apenas doses mínimas para apenas regularizar sua disfunção.

7.    O uso das injeções de anabolizantes esteróides pode levar ao risco de infecção pelo HIV e vírus da hepatite, se as agulhas forem compartilhadas. Esteróides Anabólicos obtidos sem uma prescrição não são confiáveis, pois podem conter outras substâncias, os frascos podem não ser estéreis e, além disso, é possível que nem esteróides contenham.

8.    Usar anabolizantes, sem orientação médica, é proibido, além de ser de grande risco para a saúde. Entretanto, por aumentarem a massa muscular, estas drogas têm sido cada vez mais procuradas e utilizadas por alguns atletas para melhorar a performance física e por outras pessoas para obter uma melhor aparência muscular.

9.    Um estudo de 2007 traçou o perfil do usuário de anabolizantes no mundo. De acordo com os dados, o usuário típico não é o adolescente ou o atleta, mas o homem de cerca de 30 anos, bem educado e com renda alta, segundo um estudo publicado hoje. Foram pesquisados 2.663 homens e mulheres de 81 países, indicando que o motivo principal para o uso desses compostos é o aumento da musculatura.

10.    Muitos atletas consomem anabolizantes a fim de conseguirem uma melhora na performance dentro do esporte. Os anabolizantes, quando entram em contato com as células do tecido muscular, aumentam o tamanho dos músculos do corpo humano. Porém, isso é caracterizado Doping, e o esportista pode ser punido por isso, como já ocorreu em inúmeros casos.  Dependendo da situação, o atleta pode ser banido do esporte.

 
 
Fonte: endocrino.org.br

O que você precisa saber sobre cirurgia bariátrica?

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O número de obesos aumenta no mundo a cada dia e a cirurgia bariátrica vem se tornando um importante aliado no tratamento de pacientes com obesidade grau 3. Conheça as 10 coisas que você precisa saber sobre este procedimento.

1 – Gastroplastia, também chamada de Cirurgia Bariátrica, Cirurgia da Obesidade ou ainda de Cirurgia de redução do estomago, é, como o próprio nome diz, uma plástica no estômago (gastro = estômago, plastia = plástica), que tem como o objetivo reduzir o peso de pessoas com o IMC muito elevado.

2 –  Esse tipo de cirurgia está indicado, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) para  pacientes com IMC acima de 35 Kg/m², que tenham complicações como apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes, aumento de gorduras no sangue, problemas articulares, ou pacientes com IMC maior que 40 Kg/m², que não tenham obtido sucesso na perda de peso com outros tratamentos.

3-    Existem três tipos básicos de cirurgias bariátricas. As cirurgias que  apenas diminuem o tamanho do estômago, são chamadas do tipo restritivo (Banda Gástrica Ajustável, Gastroplastia vertical com bandagem ou cirurgia de Mason e a gastroplastia vertical em “sleeve”). A perda de peso se faz pela redução da ingestão de alimentos. Existem, também, as cirurgias mistas, nas quais  há a redução do tamanho estomago e também um desvio do trânsito intestinal, havendo desta forma, além da redução da ingestão, diminuição da absorção dos alimentos. As cirurgias mistas podem ser predominantemente restritivas (derivação Gástrica com e sem anel) e predominantemente disabsortivas (derivações bileopancreáticas).

4-  Apesar de cada caso precisar ser avaliado individualmente, a todos aqueles irão realizar a cirurgia devem ser submetidos a  uma avaliação clínico-laboratorial a qual inclui além da aferição da pressão arterial, dosagens da glicemia, lipídeos sanguíneos, e outros exames sanguíneos, avaliação das funções hepática, cardíaca e pulmonar. A endoscopia digestiva e a ecografia abdominal são importantes procedimentos pré-operatórios. A avaliação psicológica também faz parte dos procedimentos pré-operatórios.  Pacientes com instabilidade psicológica grave, portador de transtornos alimentares (como, por exemplo, bulimia), devem ser tratados antes da cirurgia.

5- Na maioria dos casos, com a cirurgia bariátrica, além de perder grande quantidade de peso, o paciente  tem os benefícios da melhora, ou mesmo cura, do seu diabetes, controle da pressão arterial, dos lipídeos sanguíneos, dos níveis de ácido úrico, alívio das dores articulares.

6-  Do ponto de vista nutricional, os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica deverão ser acompanhados por longo tempo, com objetivo de receberem orientações específicas para elaboração de uma dieta qualitativamente adequada. Quanto mais disabsortiva for a cirurgia, maior a chance de complicações nutricionais, como anemias por deficiência de ferro, de vitamina B12 e/ou ácido fólico, deficiência de vit D e cálcio e até mesmo desnutrição, nas cirurgias mais radicais. Reposições vitamínicas são feitas após a cirurgia e mantidas por tempo indeterminado. A diarreia pode ser uma complicação nas cirurgias mistas, principalmente na derivação bileopancreática.

7-  A adesão ao tratamento deverá ser avaliada, uma vez que pacientes instáveis psicologicamente podem recorrer a preparações de alta densidade calórica, de baixa qualidade nutricional, que além de provocarem hipoglicemia e fenômenos vasomotores (sudorese, taquicardia, sensação de mal-estar), colocam em risco o sucesso da intervenção à longo prazo, porque reduzem a chance do indivíduo perder peso.

8 – A cirurgia antiobesidade é um procedimento complexo e apresenta risco de complicações. A intervenção impõe uma mudança fundamental nos hábitos alimentares dos indivíduos. Portanto, é primordial que o paciente conheça muito bem o procedimento cirúrgico e quais os riscos e benefícios da cirurgia. Desta forma, além das orientações técnicas, o acompanhamento psicológico e o apoio da família são aconselháveis em todas as fases do processo.

9 –  Em alguns casos, uma cirurgia plástica para retirada do excesso de pele é necessária. A mesma poderá ser feita quando a perda de peso estiver totalmente estabilizada, ou seja, depois de aproximadamente dois anos.

10 – Mulheres que realizam cirurgia bariátrica  devem aguardar pelo menos 15 a 18 meses antes de engravidar. A grande perda de peso logo após a cirurgia pode prejudicar o crescimento do feto.

 

 

Fonte: endocrino.org.br

Revisão sistemática e meta-análise sobre ação e eficácia do exercício na osteoartrite nos membros inferiores

alimente-se bem e pratique exercícios, seu corpo agradece

Uma das queixas mais frequentes em consultórios médicos e ambulatórios é a dor. Dor em articulações, coluna, região lombar e por aí vai. E é muito comum, os  pacientes, principalmente as mulheres confundirem esse tipo de dor com osteoporose, fibromialgia e outras coisas mais, quando a mesma pode  não se trata de nada disso. Muitas vezes, a artrose e artrite não é diagnosticada ou “mal” diagnosticada, ou se quer informada aos pacientes que se queixam e continuam se queixando de dor, tomando, seus anti- inflamatórios e sintomáticos, muitas vezes corticoides que tem ação de alívio imediato e de curto prazo.

Por outro lado, a osteoartrite é a forma mais comum de artrite e uma das maiores causas de dor e incapacidade no mundo. A prevalência de osteoartrite de quadril durante a vida é de 25,3%, enquanto que a artrite de joelho é  mais alta chegando a 44,7%. Isto leva a sérias perdas e gastos na economia, seja por gastos diretos com medicamentos, e cuidadores, como com internações hospitalares, e indiretos representados pelas faltas ao trabalho e capacidade produtiva, levando a perdas de bilhões anuais na economia, como por exemplo, de $C 12.200 no Canadá, por pessoa /ano, equivalendo a 7.400 libras, 8.800, euros, e 11.000  dólares respectivamente.

O estudo:

O objetivo do estudo foi determinar se havia provas suficientes conclusivas que os exercícios regulares foram mais efetivos do que a ausência dos mesmos, além de comparar a eficácia dos diferentes tipos de exercício no alívio e melhora da dor em pacientes com osteoartrite de membros inferiores. Como base de dados, foram usados nove bancos de dados eletrônicos, selecionados sobre o tema, até Março de 2012. O critério de seleção dos estudos foi: os randomizados e controlados comparando grupos que faziam exercícios de diferentes modalidades, com os sedentários (controle), com grupos com osteoartrite de joelho ou quadril.

A intensidade da dor e a capacidade funcional foram os principais fatores analisados nos estudos. Uma análise sequencial de testes foi utilizada para investigar a confiabilidade e a conclusividade das evidências disponíveis para intervenções de exercício. Uma rede de meta- análise bayesiana foi usada para combinar tanto direta (no âmbito da prova) e indireta (entre ensaios), evidências sobre a eficácia do tratamento .

Resultados:

Total 60 ensaios: 44 analisando o efeito do exercício na osteoartrite de joelho, 2 no quadril e 14 nas duas articulações,  envolvendo 12 intervenções de exercício e com 8.218  pacientes que  preencheram os critérios de inclusão. Uma análise sequencial mostrou que, a partir de 2002, os estudos realizados até o momento foram suficientes para mostrar  um benefício significativo de intervenções ao longo da prática de  exercícios, em relação aos controles (que não faziam exercícios).

Para alívio da dor, foram avaliados exercícios de fortalecimento, flexibilidade e fortalecimento, flexibilidade, fortalecimento e aeróbicos, além de fortalecimento e aeróbico, fortalecimento e exercícios aquáticos, e fortalecimento aquático mais flexibilidadeos exercícios foram significativamente mais eficazes em qualquer das modalidades e em qualquer grupo, do que no grupo controle (que não fez nenhum exercício).  A intervenção combinada de exercícios de fortalecimento, flexibilidade e exercícios aeróbicos também foi significativamente mais eficaz do que no grupo controle, que não fez nenhum exercícios para melhorar a limitação na função ( diferença média padronizada -0.63,  95%, com intervalo de confiança de -1,16 para -0,10 ).

Conclusões:

A prática de exercícios mostrou-se ser significamente eficaz, tanto isolada quanto associada em suas modalidades na melhora da osteoartrite. No entanto, uma combinação de exercícios para melhorar flexibilidade, força e capacidade aeróbica, mostrou-se ser mais efetiva no alívio da osteoartrite de membros inferiores, sendo neste estudo, as maiores evidências para a osteoartrite de joelho.

Ou seja, qualquer modalidade de exercício, e, ainda mais, a combinação delas é muito eficaz no tratamento e melhoria da osteoartrite de membros inferiores.

 

 

Fonte: lizankamarinho.com.br

Mastigação inadequada pode contribuir para o ganho de peso

alimentos bom humor

Entenda os processos de deglutição dos alimentos e como isso interfere na saciedade

A mastigação é a primeira fase do processo digestivo – sua função é a digestão mecânica, ou seja, a fragmentação do alimento, permitindo a mistura do bolo alimentar com a saliva. Essa, por sua vez, irá exercer sua função de lubrificação e digestão química, facilitando a deglutição. Lembrando que, nesse processo, os dentes em bom estado e articulações da mandíbula eficientes são importantes.

O processo de deglutição é, ao mesmo tempo, voluntário e involuntário. Principalmente na parte final da faringe, perde-se progressivamente o controle voluntário. Além disso, o processo de deglutição pode ser dividido em três fases: oral, faríngea e esofagiana.

A fase oral tem como estágios o transporte, a modificação da consistência do bolo alimentar e a produção de uma onda, que parte da ponta da língua para a sua parte posterior, comprimindo o palato duro (primeira parte do céu da boca), de forma que o bolo alimentar se dirija ao palato mole (parte de trás do céu da boca). Nessa fase, os movimentos são voluntários e é nela que a terapia fonoaudiológica intervém. Na passagem do bolo alimentar pelo palato mole, se inicia a segunda fase da deglutição, e a partir daí é um processo totalmente involuntário.

Os indivíduos com obesidade apresentam maiores problemas de mastigação e deglutição

Sabe-se que alterações do formato das arcadas dentárias e céu da boca, deficiências na força muscular e estruturas do sistema oral interferem diretamente em suas funções, como articulação dos fonemas, mastigação e deglutição.

Vários autores investigaram a implicação da mastigação na saciedade, envolvendo mecanismos do sistema nervoso central, com o objetivo de identificar se indivíduos com obesidade apresentam alterações no sistema sensório motor oral em relação a indivíduos de peso normal.

Os resultados demonstraram que os indivíduos com obesidade apresentaram maiores problemas de mastigação e deglutição, tonicidade dos lábios, língua e bochecha diminuídas e outras alterações importantes em relação aos indivíduos de peso adequado.

Devemos pensar que as partes “duras” da face (dentes, palato duro, maxila, mandíbula e os demais osso da face) dão a sustentação as partes moles, ou seja, ao enorme número de músculos que são responsáveis pela fonação, mastigação, deglutição, articulação e mímica facial. Podemos então imaginar que os músculos responsáveis pela mastigação sofrem ação direta do funcionamento dessas estruturas.

Se a pessoa, por exemplo, mastigar somente do lado direito, observaremos, em poucos meses, um aumento da espessura das fibras do lado que realiza o trabalho (direito) e um alongamento das fibras musculares no lado do “balanceio” (esquerdo). Inclusive, olhando para pessoa de frente chegamos a ver o lado direito bem mais desenvolvido que o esquerdo, em aspectos como: sobrancelha mais arqueada, comissura labial (canto dos lábios) mais erguido, bochecha mais “cheia”, etc.

Dessa forma, é importante que seja feita a mastigação adequada dos alimentos, não só para que todas as estruturas possam trabalhar normalmente, como também para ajudar nos processos de saciedade do individuo, evitando que a pessoa faça refeições maiores do que o planejado ou coma com uma frequência maior, podendo contribuir para o aumento de peso. Nesse interim, o fonoaudiólogo pode ajudar a manter a mastigação adequada, tanto em pessoas que buscam emagrecer quanto para aqueles que fizeram cirurgia bariátrica ou emagreceram por outros métodos, e necessitam agora encontrar um equilíbrio na mastigação.

 

Fonte: minhavida.com.br