Tudo o que você precisa saber sobre anabolizantes

anabolizantes

O uso de anabolizantes vem se tornando, a cada dia, um hábito comum, principalmente pelas pessoas que praticam esportes, para aumentar a competitividade, ajudar na cura de lesões ou simplesmente por questões estéticas. Porém, o consumo excessivo desse tipo de produto é muito perigoso e pode causar danos irreparáveis ao corpo humano.

1.    Os esteróides androgênicos anabólicos, mas conhecidos como anabolizantes, é um produto derivado principalmente da testosterona, hormônio responsável por muitas características que diferem homem e mulher. Eles atuam no crescimento celular e em tecidos do corpo, como o ósseo e o muscular.

2.    O uso de anabolizantes gera efeitos colaterais, tanto em homens e mulheres, como:  aumento de acnes, queda do cabelo, distúrbios da função do fígado, tumores no fígado, explosões de ira ou comportamento agressivo, paranóia, alucinações, psicoses, coágulos de sangue, retenção de líquido no organismo, aumento da pressão arterial e risco de adquirir doenças transmissíveis (AIDS, Hepatite).

3.    No caso das mulheres, o uso de anabolizantes pode gerar características masculinas no corpo, como engrossamento da voz e surgimento de pêlos além do normal. Além disso, aumento do tamanho do clitóris, irregularidade ou interrupção das menstruações, diminuição dos seios e aumento de apetite.

4.    Nos homens, o excesso de anabolizantes pode causar aparecimento de mamas, redução dos testículos, diminuição da contagem dos espermatozóides e calvície.

5.    Em adolescentes, as consequências podem ser piores, como comprometimento do crescimento, maturação óssea acelerada, aumento da frequência e duração das ereções, desenvolvimento sexual precoce, hipervirilização, crescimento do falo (hipogonadismo ou megalofalia), aumentos dos pelos púbicos e do corpo, além do ligeiro crescimento de barba.

6.    Esses hormônios podem ser usados clinicamente e, ocasionalmente, serem prescritos sob orientação médica para repor o hormônio deficiente em alguns homens e para ajudar pacientes aidéticos a recuperar peso. Nos casos de necessidade clínica, os pacientes são indicados a tomarem apenas doses mínimas para apenas regularizar sua disfunção.

7.    O uso das injeções de anabolizantes esteróides pode levar ao risco de infecção pelo HIV e vírus da hepatite, se as agulhas forem compartilhadas. Esteróides Anabólicos obtidos sem uma prescrição não são confiáveis, pois podem conter outras substâncias, os frascos podem não ser estéreis e, além disso, é possível que nem esteróides contenham.

8.    Usar anabolizantes, sem orientação médica, é proibido, além de ser de grande risco para a saúde. Entretanto, por aumentarem a massa muscular, estas drogas têm sido cada vez mais procuradas e utilizadas por alguns atletas para melhorar a performance física e por outras pessoas para obter uma melhor aparência muscular.

9.    Um estudo de 2007 traçou o perfil do usuário de anabolizantes no mundo. De acordo com os dados, o usuário típico não é o adolescente ou o atleta, mas o homem de cerca de 30 anos, bem educado e com renda alta, segundo um estudo publicado hoje. Foram pesquisados 2.663 homens e mulheres de 81 países, indicando que o motivo principal para o uso desses compostos é o aumento da musculatura.

10.    Muitos atletas consomem anabolizantes a fim de conseguirem uma melhora na performance dentro do esporte. Os anabolizantes, quando entram em contato com as células do tecido muscular, aumentam o tamanho dos músculos do corpo humano. Porém, isso é caracterizado Doping, e o esportista pode ser punido por isso, como já ocorreu em inúmeros casos.  Dependendo da situação, o atleta pode ser banido do esporte.

 
 
Fonte: endocrino.org.br
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10 coisas que você precisa saber sobre Adrenal

cirurgia bariatrica

Enquete realizada no site da SBEM mostrou o que o público tem de conhecimento sobre Adrenal. De acordo com os dados, apenas 16,6% das pessoas nunca ouviram falar em Adrenal; 7,8% acreditam que se trata de um hormônio; 4,1% um medicamento; apenas 0,5% uma doença e 71%, uma glândula. É positivo saber que a maioria dos internautas tenha acertado a enquete e para melhorar o conhecimento, o site da  SBEM publica agora as 10 coisas que você precisa saber sobre Adrenal.

1 – As glândulas supra-renais ou adrenal, como também são chamadas, são glândulas pequenas, componentes do sistema endócrino. Elas estão localizadas acima de cada rim e na parte mais anterior.

2 – Cada uma delas possui cerca de 5 cm de diâmetro, sendo dividida em duas partes principais: uma camada externa, conhecida como córtex, e uma parte central, chamada de medula.

3 – A Adrenal é responsável por sintetizar hormônios importantes no processo metabólico, como a aldosterona e o cortisol, além de alguns hormônios sexuais como a testosterona, a adrenalina e a noradrenalina.

4 – A adrenalina e a noradrenalina são hormônios importantes na ativação dos mecanismos de defesa do organismo, diante de condições de emergência, tais como emoções fortes, estresse, choque, entre outros. Eles preparam o organismo para a fuga ou luta. A adrenalina aumenta o ritmo cardíaco e a pressão sanguínea em resposta ao estresse ou ansiedade. O fluxo sanguíneo para os músculos aumenta, a pele empalidece, as pupilas dos olhos dilatam e o fígado libera glicose no sangue. Estas alterações preparam o corpo para ação imediata.

5 – A adrenalina ainda pode ser utilizada como medicamento no tratamento do estado de choque, nos ataques agudos de alergia e na asma grave. Também é utilizada para diminuir a absorção dos anestésicos locais, aumentando assim seu efeito e reduzindo o sangramento, especialmente em cirurgias dermatológicas.

6 – Os vários hormônios produzidos pelo córtex – as corticosteronas – controlam o metabolismo do sódio e do potássio e o aproveitamento dos açúcares, lipídios, sais e águas, entre outras funções.

7 – Entre as doenças associadas a distúrbios na produção de hormônios na glândula adrenal estão a Doença de Addison, a Síndrome de Cushing e o Feocromocitoma. O Câncer é raro, mas pode ocorrer. O tipo mais comum é o Carcinoma Adrenocortical (originado na camada cortical). Os cânceres da camada mais interna (medula) são chamados Feocromocitomas.

8 – A Doença de Addison, também conhecida como insuficiência adrenal crônica ou hipocortisolismo, é uma rara doença endocrinológica. Ela progride lentamente e os sintomas podem ser discretos ou ausentes até que ocorra uma situação de stress. Os sintomas mais comuns são: fadiga crônica, com piora progressiva; fraqueza muscular; perda de apetite; perda de peso; náusea e vômitos; diarréia; hipotensão, que piora ao se levantar; áreas de hiperpigmentação (pele escurecida), conhecidas como melasma suprarrenal; irritabilidade; depressão; vontade de ingerir sal e alimentos salgados; e hipoglicemia (mais severa em crianças).

9 – A Síndrome de Cushing é uma desordem endócrina causada por níveis elevados de cortisol no sangue. Os principais sintomas são o aumento de peso, com a gordura se depositando no tronco e no pescoço. Ocorre, também, afilamento dos braços e das pernas com diminuição da musculatura e, consequentemente, fraqueza muscular, que se manifesta principalmente quando o paciente caminha ou sobe escadas. A pele vai se tornando fina e frágil, fazendo com que surjam hematomas sem o paciente notar que bateu ou contundiu o local. Sintomas gerais como fraqueza, cansaço fácil, nervosismo, insônia e labilidade emocional também podem ocorrer.

10 – Feocromocitomas são tumores, geralmente benignos, de células cromafins, formados por células produtoras de substâncias adrenégicas, como a adrenalina. Costumam se localizar nas glândulas adrenais ou suprarenais, mas podem ter outras localizações. Esse tipo de tumor raramente responde à quimioterapia ou radioterapia, necessitando de intervenção cirúrgica. Eles podem ser “silenciosos”, mas podem ter os mais variados graus de sintomas, sendo os mais intensos os das chamadas crises adrenérgicas. Neste caso, o portador apresenta crises súbitas de aceleração do coração, com grandes elevações de pressão arterial, dor de cabeça e sudorese.

 

Fonte: endocrino.org.br

Menopausa e terapia de reposição: fazer ou não fazer ?

reposição hormonal 2
O estudo WHI (Women’s Health Initiative), que provocou um verdadeiro “rebuliço” na vida das mulheres em terapia de reposição hormonal (TRH) ou daquelas que pretendiam faze-la, completa 10 anos. Nesse tempo muitas lições foram apreendidas. Acho ser essa uma boa hora para rever alguns conceitos e preconceitos sobre esse assunto.

            Muitas mulheres sofrem com o climatério, período de mudanças hormonais na mulher que causa diversos sintomas, e que engloba a menopausa, que determina o final da vida reprodutiva da mulher.  Período muito conturbado e que traz, nos próximos anos, mudanças em praticamente todos os sistemas e aparelhos. Alem disso,  aumenta o risco de doenças sérias como OSTEOPOROSE, INFARTO e, até mesmo, CÂNCER DE MAMA. Opa! Espere um momento. Vamos rever os fatos: CANCER ? Alguns podem se perguntar como a menopausa pode aumentar o risco de câncer se o próprio estudo WHI foi INTERROMPIDO pelo AUMENTO da incidência de câncer de mama nas mulheres em reposição hormonal. De forma resumida, o estudo WHI comparou as incidências de doenças cardiovasculares, câncer (CA) e osteoporose grosso nas mulheres em TRH, em relação a outras mulheres em menopausa sem TRH. Uma das hipóteses era que a TRH reduziria a progressão de eventos cardiovasculares sem alterar a chance de desenvolver câncer “estimulado” pelos hormônios, com câncer de mama ou endométrio. O grupo de mulheres usando estrogênio + progesterona (que é necessária para mulheres que tem útero, não são histerectomizadas) interrompeu o tratamento pelo significativo aumento do número de câncer de mama. Isso, divulgado no Jornal Nacional (Rede Globo), provocou um verdadeiro “desespero” entre as mulheres em TRH e em alguns médicos. O que sabemos hoje é que isso parece ser verdade por causa do TIPO de progesterona usada no estudo: medroxiprogesterona, que aumenta, sim, o risco de CA mama. Acontece que este tipo de progesterona não é o mais utilizado atualmente nem tampouco na dose (alta, aproximadamente 6x superior a que hoje é utilizada) que foi a do estudo. Analises posteriores mostraram que com a divulgação do WHI a prescrição de TRH diminuiu em 50% nos EUA. A incidência de câncer de mama (que deveria diminuir se a causa fosse a TRH), entretanto, AUMENTOU nos anos subsequentes, sugerindo que a TRH não teria tanta influencia assim. Além disso, nas mulheres que participaram do grupo repondo apenas com ESTROGENIO, a TRH protegeu contra o CA de mama! Numa revisão sobre TRH publicada neste ano na revista Climateric, especializada em publicações cientificas em climatério, há dados que mostram que a reposição de estrogênio por via trasdérmica (mas não a via oral, utilizada no estudo WHI) reduz incidência de CA de mama e de doenças cardiovasculares (Infarto e acidente vascular cerebral, conhecido popularmente como “isquemia ou derrame cerebral”).
            Outro fato interessante é que a população das mulheres incluídas neste estudo tinham idade média de 63 anos , sendo que 2/3 da amostra iniciou a TRH após 60 anos. Muitas já em menopausa há 10 anos. Atualmente, sabe-se que após a menopausa, principalmente nas mulheres com fatores de risco para doença ateroesclerótica (aquelas que fumam, tem colesterol alto, sedentárias, obesas, diabéticas, ou com historia familiar de infarto/AVC) o processo de formação de placas de gordura é ACELERADO. Quando a placa de gordura esta formada, e alimentada pela gordura do sangue, alguns anos apos a menopausa, o inicio d uso dos hormônios da reposição (principalmente o estrogênio) podem precipitar o rompimento deste placa de gordura, e causar um infarto.
Resumindo as críticas sobre o estudo WHI:
1)    Progesterona usada foi SINTETICA (e não a “natural”, progesterona micronizada, igual a produzida por nós).
2)     Alta dose, aproximadamente 6x maior que a utilizada atualmente.
3)    Estrogênio foi dado por via oral, que sofre efeitos ao passar pelo fígado, podendo causar danos hepáticos e alterando a produção de colesterol e triglicerídeos. Preferimos atualmente a via de administração trascutânea (gel ou adesivo).
4)    Estrogênio utilizado foi conjugado, sintético, sendo hoje utilizado o estrogênio análogo ao nosso, mais “natural”.
5)    Mulheres incluídas já tinham muito tempo de menopausa, algumas mais de 10 anos. Já tinha doença coronariana ESTABELECIDA, não sendo a TRH útil para PREVENIR a evolução deste doença que já estava em curso.
Então, vale ou não vale a pena repor hormônios nas mulheres menopausadas? Depende!! Mulheres no primeiros 5 anos pós menopausa estão “na janela de oportunidade” para fazer a reposição e tem SIM muitos benefícios. Enumerando os benefícios:
1)    manutenção do tônus muscular, diminuindo a substituição que ocorre com a idade, de gordura entremeada nos músculos
2)    Diminui a perda de massa muscular e força que ocorre com o envelhecimento
3)    Prolonga a “vida sexual ativa” com mais qualidade- libido, lubrificação vaginal, etc.
4)    Previne osteoporose
5)    Previne doença cardiovascular
6) Previne perda de memória e alguns tipos de demência.
Por quanto tempo? Enquanto houver beneficio, quiçá para sempre!
É claro que todo tratamento deve ser julgado individualmente e respeitando as necessidade e peculiaridades de cada um, mas são muito os benefícios, quando não ha contraindicações!
Envelhecer com qualidade: acho que é isso que buscamos!!!
Fonte: feminina.org.br

Tireoide: Aprenda a fazer o autoexame

tireóide

Quando a tireoide funciona mal, o corpo sofre os sinais, que na metade dos casos não são relacionados pelas pessoas como parte de uma doença. Ganho ou perda de peso, agitação ou sonolência, falta de crescimento ou tremores podem ser sintomas de hipo ou hipertireoidismo – baixo ou extremo funcionamento dessa glândula.

A tireoide tem forma de borboleta, fica localizada no pescoço e é responsável por funções como crescimento e regulação da temperatura corporal. No mundo todo, 300 milhões de pessoas têm algum tipo de problema nessa região.

Para aprofundar o que essa glândula controla e o que os distúrbios dela causam, veja alguns exemplos.

Exames de sangue disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) medem os hormônios da tireoide e podem indicar eventuais problemas. A partir dos 35 anos, deve-se fazer um teste a cada cinco anos. Além disso, apalpando a garganta, dá para saber se a glândula está aumentada (veja abaixo e também no vídeo acima como realizar o autoexame).

A principal causa do hipotireoidismo é uma doença autoimune chamada tireoidite de Hashimoto, em que o próprio organismo produz anticorpos que destroem a glândula, diminuindo todo o metabolismo do corpo. Nesse caso, o corpo tenta “parar o indivíduo”, já que não há “combustível” para ser gasto.

Pode haver também aumento dos níveis de colesterol no sangue, depressão, rouquidão, infertilidade e aborto. Segundo a médica, com tratamento, a melhora é rápida e significativa.

Outro motivo que pode levar ao hipotireoidismo é a falta de iodo, mas no Brasil essa não é mais uma preocupação – e sim o excesso dele. Cintia destacou, ainda, que é mito a história de que o paciente nessa situação engorda muito: são no máximo 4 quilos. De 10% a 15% das mulheres têm o problema em algum momento da vida (às vezes temporariamente, como na gravidez) e ficam “marcha lenta”, na definição do dr. Halpern.

Já o principal fator que desencadeia o hipertireoidismo é um transtorno autoimune chamado doença de Graves, em que o corpo fabrica anticorpos que estimulam excessivamente a tireoide, acelerando todo o metabolismo. O tabagismo também pode levar a esse quadro.

Autoexame 
1. Segure um espelho e procure no pescoço a região logo abaixo do “pomo de Adão” (gogó). Ali está a tireoide
2. Incline o pescoço para trás, para que o local fique mais exposto
3. Beba um pouco de água
4. O ato de engolir fará com que a tireoide suba e desça. Não confunda a tireoide com o pomo de Adão
5. Observe se existe algum caroço ou saliência. Se houver alteração, procure um endocrinologista, que é o profissional especializado no assunto

 

 

Fonte: g1.globo.com

Adote cuidados para prevenir vários tipos de câncer

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Segundo o IBGE, o câncer é a segunda maior causa de mortes no Brasil – sendo responsável por 15,6% dos óbitos -, perdendo apenas para doenças cardiovasculares (como infarto e hipertensão). Isso se deve, principalmente, à maior exposição aos fatores de risco, como o cigarro, alimentação inadequada e o abuso do álcool. Em contrapartida, quem segue uma vida mais saudável consegue prevenir-se e diminuir os riscos de ter a doença. Para estimular a população na luta pelo controle e prevenção, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) lançou uma cartilha listando os dez passos que afastam a doença.

Neste Dia Nacional de Combate ao Câncer (27 de novembro), conheça quais os hábitos recomendados e por que eles são tão necessários para quem quer evitar um câncer.

1. Não fume

Segundo estatísticas do Inca (Instituto Nacional de Câncer), o tabagismo é a principal causa de câncer evitável no mundo. Ao queimar o cigarro, as consequências são sentidas não apenas por quem fuma, mas também por todos ao seu redor. Para se ter uma ideia, 90% dos casos de câncer de pulmão tem o cigarro como responsável – os outros 10% são decorrentes do fumo passivo. O tabagismo também é o grande culpado por 30% da ocorrência de outros tipos de câncer, como boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero e leucemia.

O cigarro carrega cerca de 4720 substâncias, sendo mais de 400 delas altamente cancerígenas. Algumas delas, como o benzeno, estão ligada ao câncer de fígado e leucemia. Já o alcatrão está diretamente relacionado aos cânceres de pulmão, vias aéreas, brônquios e bexiga.

Não abuse de bebidas alcoólicas

“O álcool aumenta a chance de desenvolvimento de alguns tumores, como intestino, esôfago e fígado. Mas o que mais se nota é que ele potencializa os efeitos do tabaco”, justifica o oncologista Gilberto de Castro Jr., do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Ele explica que, por potencializar os efeitos do cigarro, o risco de um tumor localizado nos órgãos afetados pelo fumo é muito maior.

Além disso, estudos científicos têm relacionado o abuso do álcool com outros tipos de câncer. De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, a quantia de 18 gramas (aproximadamente duas doses) de álcool por dia eram suficientes para aumentar significantemente o risco de desenvolver câncer de mama. Com o consumo de 50 gramas diárias, o risco aumenta em 50%. Outro estudo, este realizado pelo Fred Hutchinson Cancer Research Center, especializado em pesquisas sobre câncer nos Estados Unidos, descobriu que as mesmas 50 gramas por dia, em homens, dobram as chances de desenvolver câncer de próstata.

Proteja-se contra a hepatite

O sexo seguro também evita os vírus da hepatite B (para a qual há vacina) e da hepatite C, ambos com potencial para levar ao câncer de fígado. O uso da camisinha, além de reduzir as chances de cânceres no sistema reprodutor e orofaringe, também pode proteger seu fígado. Isso porque, explica Gilberto de Castro Jr., a hepatite B também é sexualmente transmissível. “Esse tipo de hepatite pode levar à cirrose e evoluir para um câncer do fígado”, conta. No caso da hepatite C, o contágio costuma acontecer por contato sanguíneo, mas ela é igualmente um fator de risco a esse tipo de câncer.

Evite o consumo excessivo de açúcares, de gorduras, de carne vermelha, de porco e das processadas. Invista em uma dieta saudável, rica em verduras, legumes e frutas.

O açúcar, explica o nutrólogo Roberto Navarro, não tem relação direta com os diversos tipos de câncer. No entanto, quando é consumido em excesso, faz o organismo liberar muita insulina para metaboliza-lo. “A insulina muito alta aumenta a produção de uma substância chamada citocina pró-inflamatória. Aqui, está a relação com o câncer. Quanto maior a quantidade dessa substância, maiores as chances de câncer.”

Já a carne vermelha, embora traga uma série de benefícios à saúde, não deve ser consumida com abusos. Segundo o nutrólogo, ainda não se sabe certamente quais elementos das carnes vermelhas (de boi e de porco) são cancerígenas. Porém supõe-se que se trata de uma substância chamada ácido aracdônico, presente na gordura dessas carnes. Ela seria responsável por estimular a produção das citocinas pró-inflamatórias.

Em relação às frutas, legumes e verduras, elas são ricas em fibras, o que, segundo o oncologista Gilberto de Castro Jr., protege o intestino contra o câncer.

Evite o consumo de alimentos ricos em sódio e conservantes

Os alimentos processados – o que incluem enlatados e embutidos como mortadela, presunto, salame, mortadela, bacon e salsicha -, são ricos em uma substância chamada nitrosamina, que é cancerígena. Por isso, lembra o nutrólogo Roberto Navarro, é importante que esse tipo de alimento seja evitado ao máximo, assim como fast foods que, em geral, são ricos em processados.

Essa correlação já foi estudada pelo National Cancer Institute, nos Estados Unidos, que descobriu que os conservantes contidos nos embutidos, em especial o nitrato e o nitrito, são uma das causas do câncer de bexiga. Isso porque eles passam direto pela urina e podem interferir no tecido da bexiga, ajudando a desenvolver o câncer neste órgão.

uidado com o sol. Use filtro solar diariamente e evite a exposição entre 10h e 16h.

Os raios UVA e UVB, emanados pelo sol, são os responsáveis pelas alterações celulares que levam ao câncer de pele. Por isso proteger-se do sol é algo tão importante na luta contra o câncer. Além do protetor solar – que, alerta Gilberto de Castro Jr., deve ter o mínimo de fator 20 -, é preferível tomar sol apenas antes das 10h e depois das 16h e não abrir mão de barreiras físicas, como chapéus, guarda-sol, bonés e óculos escuros.

Pratique atividades físicas todos os dias. A recomendação é de que o exercício tenha duração mínima de 30 minutos.

A prática de atividades físicas promove um bem geral ao organismo e também protege contra o câncer. Roberto Navarro conta que isso se deve graças à capacidade, em especial de exercícios aeróbicos, de diminuir a circulação das citocinas pró-inflamatórias em nosso organismo.

Alguns estudos preveem esse benefício. Um deles, publicado no Journal of the National Cancer Institute, diz que adolescentes que praticam exercícios físicos estão mais distantes do câncer de mama. Neste caso, isso acontece porque os exercícios são capazes de reduzir os níveis de estrogênio, hormônio que tem sido relacionado ao risco de câncer.

Mantenha-se atento à sua saúde Procure assistência especializada caso note qualquer anormalidade em seu corpo.

Sabemos que o nosso corpo dá sinais quando algo não está certo. Isso também vale para casos de câncer. É importante que se preste atenção no corpo, pois só assim é possível notar a presença de algum caroço estranho, uma íngua, mancha na pele ou outro sinal. O oncologista do ICESP aconselha que, ao sinal de algo fora do usual, um médico seja procurado.

Faça um check-up anual

É importante realizar todos os exames de diagnóstico precoce indicados pelo seu médico.
Existe uma série de exames que são fundamentais na hora de detectar os diversos tipos de cânceres. Entre eles, Gilberto de Castro Jr. lembra da mamografia, que deve ser feita a partir dos 50 anos para detectar o câncer de mama ou a coleta do PSA – exame de sangue que pode detectar câncer de próstata.

 

Cuide-se!

 

Fonte: minhavida.com.br

Dicas para uma vida mais saudável

balança

Garanta mais disposição e saúde com alertas de médicos e nutricionista

  • 1 – Evite refrigerantes e atenção aos sucos prontos. O consumo de refrigerantes normais está relacionado a diabetes e obesidade, enquanto o de não adoçados (como light, diet e zero) causa piora do funcionamento dos rins. Já a frutose proveniente das frutas e que adoça os sucos prontos, quando consumida em excesso pode provocar aumento da pressão arterial.
  • 2 – Distribua melhor as refeições ao longo do dia. Tente se alimentar a cada três horas para evitar redução do metabolismo e sobrecarga em determinadas refeições (principalmente à noite). Além disso, evite que o corpo entre na chamada “reserva de energia”, que é quando o organismo entende que, pelo jejum prolongado, precisa armazenar calorias, dificultando a perda de peso.
  • 3 – Aumente o consumo de líquido ao longo do dia, preferencialmente água. A ingestão contínua de líquidos mantém o metabolismo em constante movimento, assim como a atividade das células corporais e o funcionamento do intestino. Não espere a sede. Se ela chegar, é sinal de que o corpo já está desidratado.
  • 4 – Prefira alimentos integrais em substituição aos carboidratos refinados. Os integrais levam mais tempo para serem digeridos, promovendo maior tempo de saciedade e melhor funcionamento do intestino.
  • 5 – Não consuma alimentos muito calóricos no jantar, isso pode prejudicar o sono. Além disso, como o metabolismo fica mais lento à noite, o gasto de calorias nesse período será menor, podendo gerar ganho de peso.
  • 6 – Pratique atividades físicas, elas são fundamentais para promover condicionamento, aumentar a longevidade e diminuir o estresse. Para quem tem mais de 35 anos, exercícios físicos ajudam a manter a massa muscular. A prática é importante porque parte do metabolismo depende da massa muscular.
  • 7 – Só consuma medicamentos sob orientação médica. Sem o acompanhamento profissional, as pessoas tendem a tomar medicação em excesso ou a deixar de tomar medicamentos que realmente precisam.
  • 8 – Durma bem. Para um sono mais tranquilo, evite: refeições pesadas à noite, cafeína depois das 17 horas e exercícios físicos extenuantes no período noturno.
  • 9 – Tenha um hobbie ou faça atividades de que goste bastante, saindo da rotina. É uma ótima maneira de escapar do círculo de pensamentos preocupantes e de manter a motivação.
  • 10 – Procure informação e ajuda para parar de fumar ou de consumir álcool em excesso. O cigarro é fator de risco para inúmeras doenças e sobrecarrega muito o aparelho pulmonar e o sistema circulatório. Já o álcool, além de trazer problemas comportamentais, é bastante nocivo ao fígado e ao pâncreas, que são fundamentais para o nosso metabolismo.

 

 

 

Fonte: einstein.br

Reduzindo a taxa de colesterol

colesterol da mulher


Taxas elevadas de colesterol no sangue podem propiciar a formação de uma placa nas paredes das artérias e impedir a passagem do sangue que nutre o seu coração. Quanto mais elevadas as taxas de colesterol no sangue, maior é o seu risco de sofrer uma doença coronariana – a forma mais comum da doença do coração.

Por que controlar seu colesterol?
O seu organismo fabrica a maior parte do colesterol que você necessita. Entretanto, uma alimentação rica em gordura saturada e colesterol pode causar elevação dos níveis de colesterol no seu sangue. O colesterol total é uma combinação do nível de HDL, LDL e outros “tipos” de colesterol (IDL e VLDL).

Lipoproteínas de baixa densidade (LDL): também chamado de colesterol “ruim”, ele pode aderir-se às paredes das artérias favorecendo a formação de placas de gordura que com o passar do tempo podem dificultar a passagem do sangue, levando a um quadro de angina (dor no peito) ou até mesmo infarto do coração (ataque cardíaco). Quanto mais elevado o seu nível de LDL, mais elevado é o seu risco de doença cardíaca. Para a maioria das pessoas é desejável uma taxa de LDL inferior a 130 mg/dl.

Lipoproteínas de alta densidade (HDL): também chamada de colesterol “bom”, acredita-se que ela ajuda a remover o excesso de colesterol do sangue. Quanto mais elevadas as suas taxas de HDL, mais baixo é o seu risco de doença cardíaca. Sua taxa de HDL deve ser superior a 40 mg/dl.

Triglicérides: são gorduras presentes na circulação sangüínea que se elevam após a ingestão de alimentos gordurosos e ricos em carboidratos. Níveis altos de triglicérides, somados a elevados níveis de LDL, podem aumentar, mais tarde, o risco de doença coronariana.

Adote um estilo de vida mais saudável

Você pode adotar hábitos saudáveis ao coração para auxiliar na redução do nível de seu colesterol e reduzir o risco de doença cardíaca. Mesmo se você for portador de doença cardíaca, nunca é tarde demais para cuidar do seu coração e ajudar na prevenção de problemas futuros.

Conheça seus níveis de colesterol

Você pode ter uma taxa alta de colesterol e nem saber disso. A formação de colesterol ocorre ao longo dos anos sem quaisquer sintomas. Portanto, você não sente nada e um dia poderá sofrer um ataque cardíaco. Para evitar que isso ocorra, é preciso manter os níveis de colesterol no sangue sempre controlados. Para pessoas não portadoras de doença coronariana, um nível desejável de colesterol total situa-se abaixo de 200 mg/dl.

Faça a atividade física

A atividade física regular pode elevar sua concentração sangüínea de HDL (colesterol “bom”) e diminuir a de LDL (colesterol “ruim”). Só um profissional de saúde pode ajudá-lo a decidir o tipo de exercício físico é o que melhor se adapta às suas necessidades. Você não precisa necessariamente freqüentar uma academia de ginástica. Algumas dicas como andar ou ir de bicicleta ao trabalho ou às compras, usar as escadas ao invés de elevador podem auxiliá-lo bastante.

Siga uma alimentação saudável

• Consuma moderadamente carnes e derivados de leite integral. Troque as carnes vermelhas por peixes e frango sem pele, pobres em gordura. Use derivados de leite desnatado ou pobres em gordura.

• Coma à vontade verduras, legumes e frutas frescas.

• Consuma normalmente grãos integrais (feijão, ervilha, lentilha, etc.), cereais, massas e pães.

Cozinhe os alimentos com pouca gordura

• Muitos dos seus pratos favoritos podem ser preparados com um mínimo de gordura.

• Use microondas, vapor, refogado, grelhado, assado, gratinado, cozido, pochê ou cozido em fogo lento ao invés de fritura.

• Refogue os alimentos com pouco óleo ou caldo não gorduroso.

• Apare a gordura e a pele de carnes e frangos.

• Doure a carne e drene a gordura antes de adicionar outros ingredientes.

• Use limão ou ervas para acrescentar sabor aos alimentos.

• Creme de leite, chocolates, sorvetes à base de leite, presunto e demais embutidos devem ser excluídos de sua alimentação.

• Se você tem diabetes, um profissional de saúde pode ajudá-lo a decidir sobre as adaptações necessárias a sua alimentação.

Referências:

IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Diretriz de Prevenção da Aterosclerose do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arq Bras Cardiol 2007;88 (supl I).

Third Report of the National Cholesterol Education Program (NCEP) Expert Panel on Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Cholesterol in Adults (Adult Treatment Panel III) final report. Circulation. 2002 Dec 17;106(25):3143-421.

 

Fonte: pfizer.com.br